Hemocentro atenderá mais oito municípios
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quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
A partir da próxima semana, o Hemocentro Regional de Londrina amplia seu atendimento a hospitais de oito municípios da 17 Regional de Saúde. Atualmente são atendidos quatro hospitais de Londrina (Universitário, da Zona Norte, da Zona Sul e Maternidade Municipal) e ainda os hospitais municipais de Primeiro de Maio, Mirasselva, Prado Ferreira e Apucarana.
Serão fornecidos sangue e derivados aos hospitais atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) das cidades de Alvorada do Sul, Assaí, Bela Vista do Paraíso, Centenário do Sul, Florestópolis, Jataizinho, Porecatu e Sertanópolis.
Segundo Flávio Luiz Ávila, encarregado administrativo do Hemocentro, com essa ampliação haverá aumento de cerca de 150 transfusões por mês. São coletadas mensalmente mil bolsas de sangue, sendo 600 em coletas internas e 400 externas, ou seja, doações feitas em igrejas, universidades e empresas de Londrina.
''Para podermos dar conta dessa demanda chamamos representantes desses municípios e solicitamos que eles nos encaminhem doadores. Como temos limitação de funcionários, não podemos estar deslocando o ônibus para outros municípios, pois faltaria pessoal para atender no Hemocentro'', explica.
Keila Cristina da Silva, diretora do Hospital Municipal de Centenário do Sul (Norte), explica que antes as bolsas de sangue eram fornecidas por uma empresa particular, com os custos cobertos pelo SUS. ''Não temos muita demanda, já que não realizamos grandes cirurgias aqui. Mesmo assim esse convênio é bem importante. Fizemos uma capacitação com o pessoal do Hemocentro e gostamos do sistema, que é bastante moderno e também bem cuidadoso com o transporte e armazenamento do sangue'', destaca. De acordo com ela, o hospital irá orientar a comunidade para que doadores possam vir até Londrina.
Solange Cristina de Souza Delfino, secretária de Saúde de Porecatu (Centro-Norte), também afirma que a demanda é pequena, mas que é importante o convênio com o Hemocentro. ''A maioria das nossas transfusões é eletiva, mas também fazemos cirurgias de médio porte. Mesmo não utilizando tantas bolsas, iremos providenciar doadores também. Como a maioria da nossa comunidade é de cortadores de cana, durante a semana é mais complicado, mas pretendemos providenciar um ônibus para ir em um sábado, no final do ano'', ressalta.
Controle estadual
De acordo com o diretor do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), Paulo Roberto Hatschbach, uma portaria do Ministério da Saúde recomenda que o serviço público atenda, caso tenha capacidade, os hospitais públicos. ''Hoje conseguimos atender 65% do Estado, num total de 384 hospitais com leitos do SUS'', explicou.
O diretor garantiu que no próximo ano o Hemocentro de Londrina deverá receber equipamentos e também novos profissionais. ''Há uma previsão de contratação de 1,5 mil servidores para a saúde no próximo ano e alguns deverão vir para Londrina.''
Hatschbach solicita, entretanto, que a comunidade também colabore, doando sangue. ''Para termos os níveis ideais, o correto seria cada pessoa doar duas vezes ao ano. Em Londrina temos uma porcentagem de 1,8% de doadores na população, quando se preconiza entre 3% e 5%.'' Ele ressalta que também é necessário ter constância na doação, já que alguns hemoderivados, como as plaquetas, têm validade de apenas 3 a 5 dias.


