Embora Londrina ainda não tenha se rendido às vantagens do uso do helicóptero, a cidade conta, há 28 anos, com um heliponto construído em um prédio residencial. Localizado na Rua Pará, a poucos metros da Avenida Higienópolis (Centro), o Edifício Barão do Rio Branco é o único em condições de receber uma aeronave, em caso de emergência. ''A área não chegou a ser preparada dentro das normas técnicas para que fosse homologada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), mas pode ser usada pelos bombeiros ou Polícia Militar, por exemplo, em uma situação grave'', explica o síndico do condomínio, Eider Ribeiro Luz.
Luz se mudou para o prédio há seis anos e, segundo ele, neste período a estrutura nunca foi utilizada. ''Parece que certa vez pousou um helicóptero da polícia, que veio de Curitiba.'' O heliponto nunca passou por manutenção e não possui sinalização específica, como pintura de solo, iluminação ou mesmo parapeito. De acordo com o síndico, o condomínio nunca se preocupou com estes cuidados porque não houve necessidade de uso. ''Se o Estado quisesse investir, para ter esta estrutura disponível em caso de emergência, poderíamos discutir o assunto, mas nunca fomos procurados para isso.''
O engenheiro Ricardo Taufik Tauil, filho de Taufik Tauil, um dos empreendedores que participaram da construção do prédio, lembra que a inclusão do heliporto no projeto foi, na época, uma forma de valorizar o prédio. ''A obra foi concebida na década de 1970, à época em que aconteceram grandes incêndios em prédios de São Paulo. Construir um heliporto foi, portanto, um argumento de segurança, que também serviu como mote para venda dos apartamentos.'' Segundo Tauil, o arquiteto responsável pelo projeto do edifício foi o alemão Manfred Osterroht. (S.L)

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