Rio de Janeiro A Petrobras não tem prazo para resgatar os corpos de cinco pessoas mortas na queda de um helicóptero de serviço ocorrida sábado à tarde, no Campo Marlin, na Bacia de Campos, no litoral norte do Estado do Rio de Janeiro. Uma nota da estatal informa que os trabalhos de resgate começaram ontem de manhã, com a ajuda do navio Seaway Condor, helicópteros e barcos de apoio, porém, como a aeronave está no fundo do mar, a 820 metros de profundidade, ainda se estuda a melhor forma de resgatá-la. Segundo a nota, o trabalho de resgate é acompanhado pela Marinha, Aeronáutica, pela empresa proprietária do helicóptero, a BHS, e por seu fabricante, a Sikorsky.
O presidente do Sindicato dos Petroleiros, Francisco Carvalho, explicou que nessa profundidade, o içamento tem que ser lento para não danificar a aeronave.
No acidente, morreram dois funcionários terceirizados da estatal, Juliano Alves da Silva, da Maicon, que mora em Barra do Piraí; Kenneth Ward, da Stoult OffShore, cidadão inglês que mora na Escócia; um empregado da Petrobras, o engenheiro César Marques de Oliveira, residente no Rio; o piloto, Cláudio Belloni, e o co-piloto, Marcos Miranda de Souza, ambos de São Paulo.
Segundo a BHS, Belloni estava há três anos na empresa, tinha 700 horas de vôo e este foi o primeiro acidente ocorrido com uma das 16 aeronaves da empresa, em 11 anos de atuação, sete dos quais para a Petrobras. O helicóptero, que tinha capacidade para 12 passageiros, bateu no mastro do navio Toisa Marine, quando se preparava para aterrissar no heliporto da embarcação.
Segundo informações da empresa, Juliano Alves da Silva estava em seu primeiro embarque. O helicóptero havia saído do Farol de São Tomé pela manhã e fazia transbordo (transporte de pessoas e material entre as plataformas e outras embarcações de serviço). As causas do acidente ainda não foram determinadas.

mockup