Curitiba A sorte colaborou para que não houvesse vítimas no acidente com um helicóptero, na manhã de ontem, no Jardim Holandês, em Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba). Por volta das 9 horas, a aeronave, que estava sendo pilotada por um aluno e monitorada por um instrutor da Escola de Aviação Civil Asas Rotativas (EACAR), perdeu potência durante circuito de tráfego do aeroclube e caiu dez segundos após a decolagem, numa área descampada, a 300 metros da pista.
O piloto catarinense, Andersson Bacca, de 20 anos, e o aprendiz, Getúlio Simões Tedesco, de 40 anos, sofreram pequenas escoriações. Apenas Tedesco foi ao hospital para receber atendimento médico. Uma viatura do Corpo de Bombeiros e o Siate foram solicitados por uma testemunha do acidente. ''Eu estava vindo da cidade quando avistei o helicóptero desviando do eucalipto e caindo na diagonal. Minha preocupação era prestar socorro'', relatou o radialista Márcio Morais.
O Corpo de Bombeiros, assim como o piloto, acreditam que a causa do acidente tenha sido uma pane no motor. ''Trocamos o motor há menos de um mês. Na hora da pane, assumi o controle da aeronave mas não evitei a queda, a quase 70 metros de altura'', contou Andersson Bacca, que permaneceu no local após o acidente, aparentando bastante nervosismo. Segundo ele, os ferimentos foram causados quando os dois saíram da cabine, que estava parcialmente danificada.
Os bombeiros fizeram o isolamento do local para preservar as características do acidente para a perícia que seria feita pelo Departamento de Aviação Civil. ''Eles tiveram sorte porque a área não tem fiação, fluxo de pedestres e é de vegetação rasteira. Isso colaborou para que a aterrissagem não apresentasse tanto perigo'', avalia o sargento Orlando Ferreira do Corpo de Bombeiros. Por não existir caixa preta, o trabalho de investigação do DAC será feito através da análise do local e da própria aeronave. ''A Aeronáutica não levanta responsabilidades ou culpados. O objetivo das investigações é sempre preventivo, para evitar futuros acidentes'', disse o Coronel Valdemar Paiva Junior, do DAC.

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