O secretário estadual dos Transportes, Heinz Herwig, afirma que o governo não deve aceitar reajustes considerados ‘‘abusivos’’ na tarifas do pedágio. De acordo com ele, qualquer proposta da comissão técnica de reajustes acima da realidade do mercado será recusada pela secretaria. A comissão estuda as condições financeiras das concessionárias, o contrato feito pelo Estado antes da redução do pedágio e a alteração na tarifa no ano passado.
Heinz afirma que a secretaria não pode dobrar o valor da tarifa, nem dar um aumento de 50%. ‘‘Não recebi os estudos da comissão, mas não seria louco de adotar uma medida como estas’’, afirma. O parecer da comissão, composta por um engenheiro do Rio de Janeiro, um advogado de Brasília e um economista de São Paulo, será concluído neste sábado.
No entanto, o gerente da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), Washington Lemos Filho, considera que um reajuste de 100% não é descabido. ‘‘Tudo depende do que o governo quer que seja executado’’, afirma. Para ele, o valor da tarifa está estabelecido no investimento a ser feito e no tempo estipulado.
Segundo Lemos Filho, a grande variável na definnição de preço é a postura política do governador. ‘‘Se ele quiser ver obras e geração de empregos, o reajuste pode render estes frutos’’, diz. ‘‘Independente da decisão, a discussão com as concessionárias será feita, baseado nos parâmetros estipulados pela secretaria para a comissão técnica’’, diz.
Na próxima quinta-feira, deve ser julgado o agravo de instrumento impretado pelo Departamento de Estradas de Rodagem quanto retomada das obras pelas concessionárias.

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