HE deve ser credenciado para microcirurgia
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segunda-feira, 24 de março de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O problema da falta de credenciamento de um hospital em Londrina que realize microcirurgias com cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS) pode estar chegando ao fim. O credenciamento do Hospital Evangélico (HE), segundo o promotor de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais, Paulo Tavares, está na iminência de acontecer.
O Hospital Universitário (HU) prestava esse tipo de atendimento mas foi descredenciado após a saída de especialistas. O Hospital Evangélico mantém microcirurgiões em seu quadro funcional e há vários meses está buscando obter a cobertura do SUS para casos que exijam esse procedimento.
Em entrevista concedida na quinta-feira passada, o diretor médico do HE, Oziel Oliveira, destacou o interesse do hospital e frisou a importância de se ter esse tipo de cobertura para a região norte do Estado. De acordo com ele, o Evangélico atende estas emergências mas, em muitas ocasiões, o SUS não cobre os custos com materiais. ''Recebemos como emergência, mas o valor repassado fica aquém dos custos'', afirmou o médico. Oliveira assegurou que a Secretaria Municipal de Sa© úde estaria trabalhando no sentido de conseguir o apoio financeiro do sistema único de saúde.
Tavares declarou que, além do município, o Estado também está empenhado em conseguir esse benefício para a população de Londrina e região. ''O Hospital Evangélico deve trazer documentos amanhã (hoje) que apontam para a iminência do credenciamento'', informou. Diferentemente do que foi publicado na sexta-feira, não houve uma reunião entre a promotoria e a diretoria clínica do (HU) para avaliar o tratamento dispensado ao motorista Romildo Jesus de Oliveira, 32 anos. Ele sofreu um acidente que quase lhe decepou o braço e necessita de uma microcirurgia. O que houve, segundo o promotor, foi apenas uma conversa com o motorista e um contato por telefone com o HU.
''Se depender do município, esperamos uma definição rápida dessa questão'', apontou o secretário municipal de Saúde, Silvio Fernandes. Ele explicou que, além do parecer favorável do município, o credenciamento precisa ser aprovado também por uma comissão bipartite no Estado e outra tripartite no Ministério da Saúde.
O diretor clínico do HU, Sinésio Moreira, foi procurado mas não pôde atender a reportagem porque estava acompanhando a realização de um parto.


