Os serviços de Cirurgia Torácica e Cardiovascular e Cirurgia Vascular Periférica do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná tiveram suas instalações reinauguradas ontem em Curitiba. Durante 11 meses, os serviços funcionaram provisoriamente em outra área do hospital.
A ala precisou ser fechada devido a uma infestação de percevejos hematófagos, que ofereciam grandes riscos de contaminação. Durante o funcionamento provisório, os serviços só puderam atender 50% dos pacientes.
Criado em 1973, o Departamento de Cirurgia Torácica e Vascular reunia os dois serviços, separados em abril deste ano. Desde então, os dois serviços atendem uma média de 600 pacientes todos os anos, realizando cerca de 45 cirurgias por mês. Segundo o coordenador da disciplina de Cirurgia Vascular Periférica, professor Henrique Stahlke Júnior, ‘‘as deficiências de origem vascular e cardíaca são responsáveis pelo maior número de óbitos em todo o mundo, além de gerar uma legião de inválidos’’.
Na reforma do setor foram investidos R$ 300 mil, a maior parte da verba oriunda da iniciativa privada e do Governo do Estado. A ala tem agora novos equipamentos em todos os 25 leitos e demais salas, e passou a ter uma UTI intermediária, com sete vagas, que será ocupada por pacientes de médio risco e em recuperação pós-cirúrgica.
Os serviços de Cirurgia Torácica e Vascular e Cirurgia Vascular Periférica do HC são considerados centros dessas atividades no Paraná. Ali foram realizadas as primeiras cirurgias vasculares no Estado, e implantados os primeiros marca-passos. Mesmo assim o departamento não tem capacidade para atender a todos os pedidos de consultas. ‘‘Quem requisita atendimento agora provavelmente só será atendido em abril de 99’’, explica Stahlke.
Com as reformas, o HC espera aumentar também o número de transplantes cardíacos em adultos, de três para 12 ao ano, e criar dois serviços inéditos: o transplante cardíaco pediátrico, que deverá atender de recém-nascidos a crianças de 12 anos, entrando em atividade dentro de dois meses; e o transplante pulmonar para adultos, que deve funcionar dentro de seis meses. (P.G.)

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