HC quer prova de denúncias
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quarta-feira, 24 de abril de 2002
Maigue Gueths Equipe da Folha 
Curitiba - O diretor-geral do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Giovanni Loddo, afirmou ontem que vai solicitar ao presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do 3º Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral (Sinditest), Antônio Néris de Souza, que apresente suas denúncias contra o hospital por escrito. Ele quer que o Sinditest aponte o nome dos médicos que estariam sucateando equipamentos do hospital com objetivo de encaminhar os pacientes para fazerem exames em clínicas particulares, as unidades onde isto estaria acontecendo e que o sindicato assine o documento com as acusações.
Esta é uma denúncia muito grave, disse. Se ficar comprovada a prática, ele garante que abrirá sindicância e processo administrativo, além de encaminhar as denúncias para o Ministério Público e Polícia Federal. Caso contrário, quem fez as denúncias terá que responder pela honra dessas pessoas, afirmou.
Loddo também repudiou as denúncias de que médicos não estariam cumprindo a carga horária de 20 horas semanais para a qual são contratados. Isso pode até proceder em algumas áreas, admite, mas lembra que é comum médicos trabalharem o dia inteiro no hospital ou realizarem cirurgias em finais de semana fora de seus horários contratuais porque o HC não dispõe de leitos ou salas de cirurgia suficientes para atender a demanda do dia-a-dia.
Loddo disse estranhar, no entanto, as denúncias do Sinditest, já que há quase 20 anos os funcionários contratados pela Funpar para o HC trabalham apenas seis horas diárias, apesar de serem contratados para uma carga de oito horas. É um acordo antigo, feito em fundações de várias universidades, mas todo ano eu tenho que prestar contas ao Tribunal de Contas.
O HC só poderá ter um quadro correto sobre a jornada e trabalho de todo o funcionalismo quando for implantado um equipamento de ponto eletrônico digital. Esta é uma antiga reivindicação da diretoria, que já tem os R$ 350 mil necessários para a compra do equipamento, mas ainda não possui um software adequado para a leitura das digitais dos funcionários.


