HC quer arrecadar recursos para aumentar pronto-socorro
Mauro FrassonHoje, o PA deixa a desejar, apesar de atender de 400 a 500 pessoas/diaA direção e a Associação de Amigos do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná estão iniciando uma campanha para arrecadar R$ 1 milhão para a reforma do pronto-atendimento da instituição. O lançamento da campanha acontece no dia 4 de dezembro, no Clube Curitibano, em Curitiba, durante a festa Nuit de Noel.
O diretor geral do HC, Mitsuro Miyaki, informou que a reforma vai aumentar em 25% a capacidade de atendimento do pronto-socorro, que hoje flutua entre 400 e 500 pessoas ao dia. Também haverá melhora da qualidade nos atendimentos de emergência, depois da conclusão das obras, em razão da precariedade das instalações físicas e dos equipamentos à disposição no pronto-atendimento hoje. Depois de terminadas as obras, vamos poder realizar no PA até pequenas cirurgias ambulatoriais, como hérnias e fimoses, que não necessitam de internamento, disse.
Segundo Myiaki, a instituição recebeu em março deste ano R$ 1 milhão do governo do Estado para a realização das obras físicas, mas precisa arrecadar mais recursos para a compra de equipamentos. Precisamos da colaboração da comunidade, pois devemos utilizar R$ 400 mil para readequar toda a estrutura e o restante em outros projetos do hospital, informou.
A previsão é que as obras comecem a ser executadas entre janeiro e fevereiro de 1999, devendo estar concluídas em seis meses.
O diretor também reclamou que alguns fatores vêm impedindo a auto-sustentação financeira do Hospitas de Clínicas, como a suspensão por parte do governo federal do repasse dos pagamentos de procedimento de alto risco prestados pelo HC a pacientes de outros municípios e Estados. Isto só aconteceu em agosto, o primeiro mês de vigência deste expediente, disse.
A diretoria do HC também está se dedicando a conseguir a transferência da responsabilidade do pagamento salarial de 1,5 mil funcionários para o Ministério de Educação e Cultura (MEC). Os vencimentos destes funcionários consomem cerca de R$ 1,6 milhão e comprometem a saúde financeira da instituição.





