HC proíbe declarações sobre infecção hospitalar
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sexta-feira, 08 de setembro de 2000
Michele Muller De Curitiba 
A direção do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, proibiu os médicos de comentar a situação da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), que foi interditada devido a um surto de infecção hospitalar. Em dois meses, cinco pacientes foram contaminados por um tipo de bactéria resistente a qualquer tipo de medicamento. Quatro morreram. A diretoria do HC informou aos funcionários que só irá receber a imprensa na segunda-feira.
Identificada como Acinectobacter Balmas Pan-Resistente, a bactéria vive 86 dias no ar e em superfícies, mas pode se reproduzir rapidamente. Por isso, os médicos não têm previsão de quanto tempo levará para que ela seja extinta do local. Por enquanto, a ameaça de novas contaminações mantém a rotina hospitar alterada.
Orientados pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, médicos e enfermeiros só entram na UTI usando máscaras e roupas especiais. Os 12 pacientes internados estão em isolamento total e são examinados constantemente. Um deles está contaminado com uma bactéria semelhante, mas que não apresenta resistência a medicamentos.


