Um estudo inédito no Brasil, no qual portadores de câncer avançado de próstata foram submetidos a um tratamento quimioterápico sistêmico pela introdução de uma nova droga (a estremustina), foi desenvolvido com exclusividade pelo Serviço de Urologia do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Parana (UFPR), em Curitiba. Os resultados foram satisfatórios: três pacientes que utilizaram o produto durante três meses mostraram-se resistentes à dor ocasionada pela doença e pelo tratamento quimioterápico.
Dos seis centros brasileiros que iniciaram o estudo há um ano, apenas o HC o concluiu. O chefe do serviço, Luiz Carlos Rocha, explicou que o câncer de próstata não é habitualmente tratado com quimioterapia. ''Até agora, o tratamento para o estágio avançado da doença era a hormonoterapia, cirurgias e radioterapia'', informou. O novo tratamento consiste em aplicações diárias em três ciclos diferentes, com duração de três meses e intervalo de duas semanas. ''Durante a terapia fomos diminuindo a quantidade de analgésicos e, mesmo assim, os pacientes sentiam pouca dor'', explicou o urologista.
O câncer de próstata é mais comum em homens acima dos 45 anos. Os sintomas aparecem quando a doença já está avançada. O importante é fazer exames preventivos. Este é o tipo de câncer é a segunda causa de morte por câncer entre os homens.
No ambulatório de Urologia do HC são atendidas mais de 70 pessoas por dia com suspeita de câncer de próstata. ''Entre 7 e 13% da população masculina que procura o hospital possui a doença'', disse Rocha.
Um novo estudo, também pioneiro no País, com a utilização de outra droga, será desenvolvido dentro de um mês. O HC já está recrutando voluntários. Os interessados podem entrar em contato pelo telefone (041) 360-1891.

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