HC faz acordo e evita greve dos servidores
Emerson Cervi
Os 1.600 funcionários celetistas (regidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas) do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC) decidiram cancelar a greve que estava marcada para começar ontem. Em assembléia geral no início da manhã eles aceitaram a contra-proposta da direção do hospital para o acordo coletivo deste ano, depois de mais de três meses de negociações. Hoje, a direção do Sindtest (Sindicato que representa os celetistas) deve assinar o acordo coletivo com a direção do HC e reitor da Universidade, Carlos Antunes. A decisão do cancelamento da greve foi por unanimidade, disse a diretora do Sindtest, Rosemari Polezi, que faz parte da comissão de negociação do acordo coletivo.
Segundo a diretora do sindicato, a categoria não terá reajuste salarial neste ano. Estávamos pedindo a reposição da inflação no período, que foi de 4,62%, mas diante da crise financeira do HC os servidores se conformaram com o reajuste zero. Mas, algumas exigências que a direção do hospital vinha fazendo para a assinatura do acordo coletivo foram retiradas. Queriam acabar com 47% das cláusulas do nosso acordo coletivo, até mesmo com aquelas que não têm nenhuma influência financeira e isso é inadmissível.
Os benefícios mantidos pelos servidores são a manutenção da jornada de trabalho em 30 horas semanais. A primeira proposta da direção do HC era de aumentar a jornada para 36 horas para servidores de nível médio, sem nenhum ganho salarial. Eles justificavam a proposta dizendo que isso aumentaria a produtividade do hospital, mas nós defendemos que para haver ganho de produtividade é preciso que os médicos cumpram os horários deles, afirmou Rosemari. Segundo a direção do Sindtest, cerca de 40% dos médicos do HC não cumprem a jornada de trabalho de 20 horas semanais.
O acordo coletivo que deve ser assinado hoje também prevê a manutenção do vale-alimentação em R$ 6,66 por dia. A direção do hospital queria reduzir em 50% o valor do vale-alimentação. Esse benefício é importante para o trabalhador e não tem muito peso na folha de pagamentos mensal, explica Rosemari.





