Maigue Gueths
De Curitiba
O Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) deu início ontem a segunda etapa da Campanha de Controle do Tabagismo entre os funcionários do hospital, lançada em maio deste ano. Pesquisa feita entre 1.153 dos 4.028 funcionários do HC revelou que 20,19% deles são fumantes. A coordenadora do programa ‘‘HC livre do cigarro’’, Maria Rita Taques Michalski, desconhece os resultados da primeira tentativa, que consistiu basicamente na distribuição de material educativo. A intenção, agora, é acabar ou ao menos reduzir esses índices. Para isso, ainda neste mês o HC está começando um curso, que pretende capacitar 35 funcionários para atuar junto aos fumantes e ajudá-los a largar o vício.
O curso de ‘‘Capacitação para multiplicadores de controle de tabagismo’’ terá 35 vagas para funcionários do hospital e mais 100 vagas para profissionais de saúde de outros órgãos e entidades. O curso é composto de três módulos, ministrados em três finais de semana (22 e 23/10, 05 e 06/11 e 04 e 05/12). Para os empregados do HC o curso é gratuito, mas seu preço para o pessoal de fora é de R$ 90,00. ‘‘O curso não vai mostrar apenas os malefícios do fumo, mas vai salientar também a importância de se ter uma qualidade boa de vida, os benefícios de se deixar de fumar, além de abordar técnicas para ajudar a abandonar o vício’’, diz o pneumologista Rodnei Frare e Silva, presidente da Comissão de Controle de Tabagimso do HC. A terceira etapa da campanha será a instalação de um laboratório para trabalhar com a população fumante do hospital.
Apesar de ser um dos alvos dessa campanha, Maria Ângela Pedrosa, 44 anos, funcionária do Setor de Aparelho Digestivo do HC, que fuma duas carteiras de cigarro por dia, diz que sabia ‘‘apenas por cima’’ da existência de uma campanha. ‘‘Eu estou tentando largar, mas não consigo. Até adesivos de nicotina eu já usei, mas não adiantou’’, conta. Segundo a pesquisa feita dentro do hospital, 20,19% são fumantes, 65,23% nunca fumaram, 14,58% são ex-fumantes. Os fumantes prevalescem entre os funcionários de cargos de serviços gerais, seguidos de perto por profissionais de serviços administrativos, de enfermagem e médicos.
O jornalista Miguel Ângelo Vazquez, 48 anos, fumante há 32 anos de duas carteiras por dia não trabalha no hospital, mas já ligou ao órgão pedindo informações sobre o curso. ‘‘Eu vou ficar esperando. Quando eles abrirem um ambulatório também para o pessoal de fora do hospital eu vou lᒒ, diz.

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