HC apresenta nova técnica cirúrgica
Arquivo FolhaO cardiologista Danton Loures, do HC: três cortes no tórax, como a letra HA equipe do Serviço de Cirurgia Torácica e Cardiovascular do Hospital de Clínicas de Curitiba desenvolveu uma técnica de incisão inédita que reduz o tempo de recuperação do paciente, de oito dias em média para quatro dias. A técnica baixou também a taxa de mortalidade de 7% a 10% para 4,8%.
A nova técnica, desenvolvida pela equipe do cardiologista Danton da Rocha Loures, consiste em abrir uma janela torácica (corte no tórax) de oito centímetros - os cortes na pele do paciente nas cirurgias feitas até então mediam 25 centímetros. Depois fazemos dois cortes no osso do tórax, um longitudinal e dois transversais, como a letra H, explica o médico.
A vantagem em comparação a outras cirurgias é que o corte longitudinal possibilita melhor visualização do coração, diz o cardiologista.
Desde novembro, a técnica foi utilizada em 21 cirurgias. O método é usado nos casos de doenças das válvulas, insuficiência coronária, cardiopatias congênitas e pontes de safena e de artéria mamária.
Loures conta que a técnica foi desenvolvida a partir de uma técnica norte-americana. Vimos que nos Estados Unidos, o médicos reduziram o tamanho da incisão, mas os cortes na caixa torácica eram altos ou baixos, nunca no meio, explica o médico, que é professor titular da disciplina de cirurgia torácica e cardiovascular da Universidade Federal do Paraná.
A técnica reduziu ainda o número de transfusões de sangue (de dois litros para 362 mililitros), as complicações pós-operatórias e tempo de recuperação. Conseguimos minimizar a agressão ao paciente e também diminuir a dor, afirma.
A técnica foi destaque no Simpósio Internacional de Biocor, realizado semana passada em Belo Horizonte (BH). A equipe de Loures é composta pelos médicos Leonardo Mulinari, Roberto Carvalho, Edison Ribeiro e André Tyiska.





