Depois de quase uma semana de greve dos funcionários técnico-administrativos do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o atendimento ontem ainda era parcial. Pelo Pronto-Atendimento (PA), somente casos emergenciais foram encaminhados.
Já pessoas que perderam as consultas especializadas por conta da greve, tiveram que remarcá-las ontem. A maioria das vagas era para o final de março e começo de abril do ano que vem, o que revoltou os que se encontravam ontem no hospital. Um exemplo é Ludovico Zarzenhak, 79 anos, que teve derrame cerebral há dois meses e está com o lado direito do corpo paralisado. ''Ele tinha consulta marcada na semana passada, mas não foi atendido por causa da greve. Agora só vai ter vaga para o neurologista atendê-lo no ano que vem. Hoje (ontem) só conseguimos que fossem realizados os exames de sangue e urina dele'', disse o filho, Hélio Zarzenhak.
Os ambulatórios do HC já estão funcionando normalmente. Quem tinha consulta com especialistas marcada para ontem foi atendido. Cirurgias agendadas para ontem também foram realizadas.
Dos 2.050 funcionários técnico-administrativos do HC, 200 ainda não receberam os salários de setembro e, por isso, não voltaram ao trabalho. ''Vou encaminhar, no início da semana que vem, os nomes desses servidores ao procurador Fernando Ferreira, para que ele pressione a reitoria da UFPR a disponibilizar os salários deles'', disse Antonio Neris, presidente do Sinditest (sindicato que representa a categoria).
Conforme a direção do HC, a partir de segunda-feira os procedimentos estarão normalizados. Durante a greve, mais de 12 mil pessoas deixaram de ser atendidas.

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