Hantavírus põe Saúde em alerta no PR
De Curitiba
A Secretaria de Estado da Saúde está alertando a população do município de Cruz Machado (45 quilômetros ao norte de União da Vitória) para que redobre os cuidados para evitar a hantavirose, doença provocada pela urina, fezes e saliva do rato. Equipes do Centro de Saúde Ambiental estão desde terça-feira, na região de União da Vitória fazendo levantamento epidemiológico após a constatação de um caso da doença na área rural de Cruz Machado.
Os técnicos já iniciaram trabalho de esclarecimento junto à população em conjunto com secretarias municipais de Saúde da região e Emater. Os técnicos da secretaria estão adotando medidas de controle para evitar outras contaminações, além de coletar material dos familiares da vítima para exames sorológicos. O material está sendo enviado para exame no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, responsável pela confirmação do caso existente no Estado.
O caso confirmado é da paciente A.N.K., de 50 anos, do sexo feminino, que morreu depois de apresentar infecção respiratória grave, tosse, falta de ar, suor forte e diarréia. A paciente apresentava também dilatação e hemorragia na parede interna do estômago. O material foi coletado para exame que constatou, no último dia 15, a infecção por hantavírus.
Apesar da gravidade da doença, o diretor do Centro de Saúde Ambiental da Sesa, Isaías Catoia Luiz, diz que a situação não é alarmante, já que a disseminação da hantavirose não é rápida. O vírus habita roedores silvestres e a transmissão não acontece de uma pessoa para outra, explica.
A transmissão do hantavírus ocorre pelo contato com fezes e urina de ratos, especialmente em locais fechados. O vírus se espalha no ar desses ambientes, entrando no corpo pela respiração. Essa doença também pode ser transmitida pela mordida do roedor.
A hantavirose é uma doença emergente, conhecida recentemente. Os primeiros sintomas se parecem com uma gripe (com febre e dores pelo corpo) com tosse e dificuldades para respirar. Em outros casos pode haver sangramentos, manchas vermelhas na pele e diminuição da urina. A doença se manifesta sob a forma de febre hemorrágica com síndromes pulmonar e renal, esta última até hoje não constatada nas Américas.
As pessoas que correm o maior risco de contaminação são aquelas que têm contato com ratos (limpeza de fossas e esgotos), portuários ou quem vive ou trabalha no campo. É o caso da paciente de Cruz Machado. Ela morava na zona rural do município e ajudava o marido no corte da erva mate e no transporte de lenha para fazer carvão.
A principal medida profilática é evitar o contato humano com ratos e seus excrementos (fezes e urina). Deve-se evitar a exposição de alimentos que possam atrair roedores, armazenando insumos e produtos agrícolas longe das residências, em galpões elevados (30 a 35 cm do solo). Quando armazenados em residências, devem ser mantidos em recipientes fechados, e não podem haver fendas que permitam o acesso dos ratos ao interior da residência. É importante a coleta e o destino adequados do lixo.
Não se recomendam ações de extermínio ou caça aos roedores, pois isso pode causar um desequilíbrio desta população, levando a movimentações e mudanças de hábitos que aumentam o risco de exposição humana aos excrementos.





