Exóticos, espertos e independentes, os roedores são uma boa opção para quem mora em um local com pequeno espaço. Enquanto algumas pessoas torcem o nariz ao vê-los, outras se dizem apaixonadas pelos hamsters.
O médico veterinário de animais selvagens, Marcos Shiozawa, explica que, devido à sua independência, os hamsters não exigem tanta atenção, porém, as fêmeas se apegam muito ao proprietário. Ao optar por este animal de estimação é preciso conhecer seus hábitos. ''Como a maioria dos roedores, eles comem e praticam atividades físicas muito mais à noite e, por causa disso, eles podem fazer barulho ao se locomoverem em suas gaiolas'', explica, salientando que eles dormem de oito a dez horas do dia.
Outro fator que precisa ser considerado ao escolher o bichinho é que ele vive em média dois anos. ''Considerar isso é muito importante, porque muitas vezes o hamster chega nesse limite de idade mais sonolento, querendo menos atividade e o proprietário não entende. Ou, no caso das crianças, elas acabam ficando tristes por perderem o amiguinho'', enfatizou.
Entretanto, durante o maior tempo de vida, os roedores são bastante ativos e brincalhões, necessitando do acompanhamento do dono quando está solto - para evitar que se intoxiquem com sujeiras do chão ou sofra um acidente roendo fios elétricos - ou mantido ocupado com objetos que permitam que eles gastem energia.
''O proprietário pode colocar aqueles tubos para que eles possam se distrair e gastar a energia. Além disso, podem ser oferecidos pedaços de madeira, não tratados quimicamente, para que eles possam fazer a roedura'', detalha, enfatizando que a roedura auxilia no gasto dos dentes, que estão constantemente crescendo.
De acordo com Shiozawa, o gasto de energia é importante para que os animais não se tornem obesos. A obesidade favorece o surgimento do diabetes e de doenças como a lipidose hepática, que é o acúmulo de gordura do fígado e que pode levar o animal a óbito.
Como qualquer outro animal de estimação, a quantidade de ração deve ser controlada, com a orientação de um veterinário. ''As rações específicas para os hamsters já suprem as necessidades nutricionais fundamentais, mas também podem ser oferecidos vegetais folhosos, como couve, além de legumes, como cenoura, beterraba, e frutas, como maça, uva passas, sempre picados, com tamanhos de meio centímetro, aproximadamente'', completa. Ele lembra que a alfafa em blocos também é uma boa opção, visto que são nutritivas e favorecem a roedura por sua solidez.
Adoção
A história do microempresário Maicon Nalin com seu hamster chinês 'The Game', de um ano, teve início de uma forma, no mínimo, inusitada. Nalin conta que sempre teve animais exóticos, como jiboias e esquilos. Um dia, ao alimentar sua cobra com roedores, ela não quis o hamster e o microempresário decidiu adotá-lo.
Ele conta que, apesar de não parar quieto um instante e de ter que mantê-lo longe da jiboia, o hamster não exige muitos cuidados e é muito inteligente. De acordo com Nalin, o roedor pode ser uma agradável companhia para as crianças por ser bastante independente, o que não dispensa alguns cuidados. ''Por exemplo, ele não precisa de água para se limpar, basta despejar um pouco de pó de mármore em um potinho. E quanto à alimentação, basta colocar um pouco de sementes de girassol ou pedacinhos de fruta, que ele se vira'', diz.

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