Hallel aproxima milhares de jovens da religiosidade
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domingo, 13 de julho de 2008
Adriana Ito<br>Reportagem Local 
Encontrar um sentido maior para a própria vida, aceitar melhor o outro, buscar respostas para os problemas, arrepender-se ou simplesmente se divertir. Foi em busca dessas alternativas que mais de 60 mil pessoas foram à quinta edição do Hallel Londrina, realizado durante todo o dia de ontem no Parque de Exposições Ney Braga.
O evento, realizado pela Arquidiocese de Londrina, visa promover a evangelização principalmente dos jovens, através da música, orações, palestras, testemunhos e outras atrações. ''Esta pode ser uma porta de entrada para que as pessoas passem a procurar mais a Deus e a igreja, com amor e respeito ao próximo'', afirmou o organizador do evento, Frederico do Prado Nogueira. O Hallel também ofereceu atividades para toda a família, como o Hallel Kids, módulos diversos e a apresentação do Padre Zezinho, além de arrecadar várias toneladas de alimentos para beneficiar entidades assistenciais da cidade.
Os participantes do evento, vindos de Londrina e cidades da região, encontraram várias formas de se sentir mais próximo de Deus. Houve quem se confessou, houve quem se emocionou na Capela de Adoração ou mesmo quem preferiu o silêncio, como foi o caso da estudante Ana Paula Pereira Lima, 16 anos. ''Acho que quando a pessoa está realmente com um problema, a melhor pessoa para conversar é Jesus. Entreguei nas mãos dele o problema que estava me sufocando, e agora estou mais aliviada'', confidenciou, ao sair da Capela do Silêncio.
Mas a grande maioria do público do Hallel optou mesmo pela música, seja rock, pop, eletrônica ou de adoração. ''É uma forma legal de atrair os jovens. Mesmo quem curte rock singular (não católico), pode gostar do rock católico'', opinou a estudante Larissa Farias, 19 anos. De família católica ''fervorosa'', como ela mesmo definiu, Larissa confessa que não costuma ir à igreja nem fazer orações com frequência. ''Mas vim em todos os Hallel de Londrina, fui também nos de Maringá, e adoro. É uma forma de me sentir mais próxima de Deus, me sinto bem'', comentou.
Para o DJ Léo Guimarães, 31 anos, do grupo Electro Cristo, através da música religiosa o jovem pode refletir e aprender novos valores ao mesmo tempo em que tem uma diversão segura. ''Já toquei anteriormente em casas noturnas, e a diferença para as festas que nós fazemos hoje é que nestas não se consome drogas nem bebidas. Com isso, não há problema de violência'', comparou.
A música também foi a forma encontrada por Eugênio Jorge, um dos pioneiros da música jovem católica, para glorificar a Deus e ajudar a edificar a juventude. Ele contou que a idéia de cantar para os jovens surgiu quando participava de um grupo de jovens em Cruzeiro, no interior de São Paulo. Em 1989, conseguiu lançar seu primeiro LP, e, desde então, tem feito tanto sucesso que já se apresentou até para o papa Bento XVI no Pacaembu, no ano passado. ''O Brasil é um país musicado. Se você quer vender uma idéia, precisa de uma boa música. Reunindo palavras boas e música boa, o resultado só pode ser maravilhoso'', comentou.


