Haddad critica falta de saúde no PAC
A crise nas UTIs infantis é crônica e não vai acabar enquanto não houver uma política de remuneração adequada para o SUS, afirmou o superintendente da Irmandade Santa Casa de Londrina (Iscal), Fahd Haddad. ''Da forma que está a defasagem hoje, só para compensar a inflação dos últimos 10 anos o reajuste teria que ser de 300%'', calculou.
Haddad citou que só a Unimed, plano particular que tem 120 mil usuários em Londrina, gasta R$ 20 milhões por mês na cidade. ''Para uma população de 500 mil habitantes o Município gasta por mês R$ 8 milhões com os prestadores. Precisaria de no mínimo mais R$ 2 milhões para pagar os serviços que estão sendo realizados'', comparou.
Ele criticou ainda a postura do governo federal, que ''não incluiu uma menção sequer à saúde no PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), só ações de saneamento, que dão dinheiro a empreiteiras''. O superintendente lembrou que o hospital enfrenta deficiências em outras áreas de urgência e emergência e que o problema das UTIs infantis pode se alastrar.(V.N.)





