Habitação popular na zona rural
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segunda-feira, 03 de março de 2014
Micaela Orikasa<br> Reportagem Local 
Londrina - "Antes, era tudo improvisado. A casa era de madeira e o barro tomava conta". Essa é a única descrição que Carmelita Rédis da Silva faz de sua antiga morada, "erguida" em um terreno baldio, a poucos metros de sua nova casa no Distrito de Paiquerê, zona sul de Londrina.
Ao receber a FOLHA, a aposentada faz questão de mostrar a sala, a varanda, o muro e, claro, o chão limpinho. "Aqui não tem barro. É o melhor investimento da minha vida", diz, ao lado do filho Alexandre.
Dona Carmelita, assim como outras 155 famílias com renda de até três salários mínimos (faixa 1), foram beneficiadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que entregou o empreendimento em 2012. A construção de casas populares nos distritos de Londrina é uma antiga reivindicação dos moradores.
Com investimento total de R$ 6,6 milhões, as unidades foram construídas em uma parceria da Caixa Econômica Federal com o governo do município. As famílias vão pagar durante 10 anos, parcelas mensais de até 10% da renda familiar (variando de R$ 54 a R$ 139 mensais). Cada unidade está orçada em R$ 42 mil e possui aquecedor solar, dois quartos, sala e cozinha conjugadas, área de serviço e banheiro. Também há unidades adaptadas para deficientes físicos.
"Fazia muito tempo que minha mãe estava esperando pela casa própria. Hoje, a vida dela mudou", comenta Márcia Ribeiro, em visita à mãe Maria Aparecida de Mattos. Há pouco mais de um ano, Maria morava em um único cômodo com o marido e o filho. "Era muito apertado, sem condições. Agora é diferente, temos dois quartos e até uma varanda. Dá para receber visitas à vontade", comemora Maria Aparecida, segurando a neta Isadora.
No final do ano passado, um projeto de habitação para a zona rural de Londrina foi apresentado pelo presidente da Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina, José Roberto Hoffmann. Na ocasião, foi anunciada a estimativa de construção de 865 casas nos distritos durante a administração do prefeito Alexandre Kireeff.
Em entrevista nesta semana, Hoffmann afirmou que o Distrito de Paiquerê foi o primeiro a receber as unidades e explicou que os demais projetos seguem em andamento, mas cita uma dificuldade característica dos distritos. "Não é fácil identificar terrenos aptos, pois o perímetro urbano geralmente já está todo ocupado. Por essa situação, ficamos limitados quanto ao número de unidades", explica.
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