Imagem ilustrativa da imagem HABITAÇÃO - Suspensão de recursos preocupa Cohab
| Foto: Gina Mardones
Expectativa da Cohab é entregar dois empreendimentos até 2017; uma das obras, porém, está parada há quatro meses



Mudanças no processo de seleção e suspensão de novos empreendimentos Faixa 1, para quem ganha até R$ 1,8 mil, do Programa Minha Casa, Minha Vida, devem afetar diretamente as quase 30 mil pessoas que aguardam na fila da habitação em Londrina.
A decisão de suspender a liberação de novos recursos foi informada durante um encontro da Associação Brasileira de Cohab, no mês de maio. O dinheiro que for liberado será para conclusão dos projetos em andamento. Em Londrina, há dois: o Jardim Flores do Campo, na zona norte, e o Residencial Alegro Village, na zona sul.
De acordo com o presidente da Companhia de Habitação de Londrina(Cohab-LD), José Roberto Hoffmann, a intenção é entregar os dois empreendimentos no fim do primeiro semestre de 2017. Mas as obras estão em ritmo lento e, no caso do Flores do Campo, paradas.
Hoffmann comentou que as construtoras estão preocupadas em levar um calote do governo federal. "Elas teriam condições de colocar um ritmo mais forte, mas têm medo de não receberem do governo", afirmou. No ano passado, o governo atrasou o repasse de quase R$ 4 milhões.
O Ministério das Cidades informou que "poderá haver liberação de recursos para a Faixa 1, desde que haja possibilidade orçamentária e financeira para tanto" e que "a Faixa 1 está sendo retomada com a finalização das obras que estavam paralisadas". De acordo com o governo eram mais de 67 mil em todo o país.
Os imóveis do Faixa 1 são subsidiados em até 95%, com recursos do Fundo de Arrendamento Residência. Na opinião do presidente da Cohab-LD, esse subsídio alto desequilibrou o programa. "Penso que vai continuar o subsídio, mas o governo deve reduzir".

RENDA MAIOR
Com as novas regras, o foco do Minha Casa, Minha Vida deverá ser nos projetos imobiliários para atender as famílias do Faixa 2, que ganham acima de R$ 1,8 mil. Para essa faixa, os recursos são provenientes do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e com análise da capacidade de endividamento do beneficiário. Em Londrina, há em torno de 15 mil pessoas no cadastro da Cohab-LD que se encaixam no Faixa 2.

FREIO
O anúncio do governo federal colocou um freio nos projetos da Cohab, que pretendia entregar nos quatro anos da gestão atual 7,5 mil unidades. Mas até agora foram 1.963 unidades entre faixa 1 e 2. "A nossa política de habitação foi baseada em recursos que pensávamos que estariam disponíveis. Não vamos atingir o que planejamos, mas pretendemos deixar prontos projetos para chegar aos 7,5 mil", comentou Hoffmann.
A Cohab tem aprovado o projeto para construção de 829 casas na zona sul, próximo da Penitência Estadual de Londrina. Segundo Hoffmann, a discussão com a construtora é para que o custo da obra seja mantido dentro da faixa 1 para tentar encaixar pessoas com renda menor.
Também há proposta para construção de 300 casas na zona norte. Inicialmente o projeto estava licitado para atender quem ganha até R$ 1,8 mil, mas a licitação está sendo refeita para adequar ao faixa 2. A licitação de dois terrenos na região do Conjunto José Belinati (zona norte) está aberta para interessados em implantar empreendimentos voltados para que ganha acima de R$ 1,8 mil.
Além disso, há projetos no Jardim Getúlio Vargas (30 unidades) e nos distritos. Em Lerroville, 73 unidades faixa 1 e 30 na faixa 2; em São Luiz, são 100 casas (faixa 1) e 56 na faixa 2; Maravilha, 80 faixa 1 e 33 na 2; e em Guaravera, 160 na 1 e 30 na 2. (Leia mais na pág.3)

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