Londrina - Cinco alunos permanecem oito horas na oficina, enquanto os demais trabalham por quatro horas. Apenas uma garota integra o grupo de pouco mais de dez artesãos, formado basicamente por adultos. "A escolarização acontece até os 16 anos, depois os alunos são encaminhados, conforme suas habilidades, para a educação profissional e depois para o mercado de trabalho", assinala Joyce.
Enquanto os meninos dominam o artesanato em madeira -Carlinhos pinta de manhã e à tarde faz estágio na gráfica da Apae, Osvaldo gosta de pintar "coelhinhos porque a Páscoa está chegando" e Paulinho já trabalha num mercado da cidade. As meninas ficam com a serigrafia, culinária e a produção de tapetes. Segundo a professora Maria Reis, os mais habilidosos se encarregam das pinturas, mas o acabamento mais fino é feito por ela. Por mês, são vendidas, em média, 300 peças e o item mais comercializado são os kits para bebês, com porta-fraldas, porta-algodão, lixeira, abajur e enfeite para porta. Cortes crus da madeira também são comercializados.
"Com o artesanato eles exercitam a concentração, aprendem a ter limite, além da atividade desenvolver o raciocínio lógico e a paciência entre os alunos, que normalmente são muito agitados", explica a professora.
‘Gosto de vender’
Alunos com pouco comprometimento podem estagiar na loja, completa Joyce da Silva. É o caso da aluna Josilaine Diniz, 25 anos, que iniciou há poucos dias o atendimento aos clientes. "Acho legal o estágio na lojinha, é fácil e gosto de vender. Se pudesse ficava por aqui para sempre." (M.G.)

mockup