Giovani Ferreira
De Curitiba
Sobre a crise dentro da Secretaria de Estado da Segurança Pública, gerada a partir do pedido de demissão do corregedor Annibal Bassan Júnior, o delegado João Ricardo Kepps Noronha, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Paraná (Adepol), admitiu ontem que o relacionamento entre as duas corporações não passa por um bom momento. Com relação ao provimento baixado por Bassan, determinação que não teria agradado a Polícia Militar, Noronha disse que os delegados não irão admitir a interferência de outra corporação no trabalho da Polícia Civil.
Sobre a pressão que a Polícia Militar teria exercido sobre o delegado geral, Newton Tadeu Rocha, para que o provimento fosse revogado, Noronha explicou que ‘‘não quer acreditar que esse fato seja verdadeiro’’. Noronha também admitiu que um dos motivos para as divergências foi o episódio envolvendo três delegados da Polícia Civil, que no último dia 4, foram agredidos por policiais militares.
‘‘Não se pode negar que esse incidente criou um mal estar’’, disse Noronha. Ao contrário do que algumas pessoas ligadas ao setor da segurança no Estado teriam afirmado, Noronha entende que esse não foi um fato isolado. De acordo com o delegado, existem outros problemas que estão afetando o relacionamento entre as duas instituições. Destacando que a agressão contra os delegados foi um ato criminoso, Noronha deixou claro que não está havendo um confronto entre as polícias.
Agora, os dirigentes das duas corporações estão procurando maneiras de superar os problemas, disse Noronha. No entanto, apesar do empenho das duas polícias, o restabelecimento da harmonia entre as duas polícias, na avaliação do presidente da Adepol, está nas mãos do secretário da Segurança, Cândido Manoel Martins de Oliveira.

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