Há opções fora das universidades
As universidades públicas ou particulares não são o único caminho para quem estiver interessado a entrar no promissor mercado do turismo. O Senac de Curitiba oferece 16 cursos para as áreas de turismo e hotelaria e mais 20 para a área de alimentos e bebidas (gastronomia). Em média, cada curso sai por R$ 75,00. Os cursos profissionalizantes duram até sete meses, enquanto que os de aperfeiçoamento e reciclagem são mais curtos.
O Centro Europeu oferece cursos profissionalizantes de hotelaria e turismo. A escola, criada em 1990, é a única do país que tem hotel-escola, onde seus alunos fazem estágios supervisionados. O diretor do centro, Carlos Sandrini, informou que, anualmente, a escola forma cerca de 300 profissionais. O curso de hotelaria, que dura um ano, custa R$ 4 mil e o de Turismo, com duração de seis meses, R$ 1,7 mil.
Sandrini disse que não teme a concorrência das universidades públicas e privadas. Para ele, o mercado brasileiro não estaria absorvendo a mão-deobra formada por estas instituições. ‘‘O turismo oferece uma das melhores opções de emprego hoje em dia, mas as universidades ainda não se reestruturaram para atender as novas exigências e as inúmeras mudanças que o setor está sofrendo’’, alertou.
O empresário afirmou que as universidades estariam formando profissionais mais direcionados ao trabalho em turismo institucional, realizado por órgãos governamentais. O coordenador do curso de Turismo da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Miguel Bahl, concorda. ‘‘A nossa tendência é priorizar o ensino do turismo para pesquisa e extensão.’’

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