Só este ano, a delegacia regional da Receita Federal de Londrina, junto com a Polícia Federal, apreendeu quase R$ 6 milhões em mercadorias que iriam entrar de maneira ilegal no País. Centenas de computadores, DVDs, telefones e aparelhos de som, entre outros aparelhos eletrônicos, além de mercadorias de bazar, como brinquedos, foram doados para órgãos públicos e entidades assistenciais. Mas ser um dos beneficiados por estas doações não é tão simples. Atualmente há mais de 200 entidades na fila, e cada doação fica entre R$ 30 mil e R$ 40 mil.
Para os órgãos públicos, como prefeituras, hospitais e escolas, vão as apreensões de maior valor, como aparelhos de informática. Já as entidades, na maioria das vezes, recebem as mercadorias de bazar, e cada uma decide o destino a ser dado. Na maioria das vezes os produtos são colocados à venda para captação de recursos.
Segundo o delegado regional da Receita, Sérgio Gomes Nunes, o primeiro passo a ser tomado pelas entidades interessadas em receber os produtos deve ser o envio de um ofício com a solicitação. O documento também deve justificar a necessidade de recursos. Se a entidade preencher os requisitos previstos em lei como ser declarada de utilidade pública federal, estadual ou municipal ela entra na fila de espera. O tempo médio de espera tem sido de um ano.
Nunes lembra que as doações são determinadas pela Secretaria Nacional da Receita Federal, e situações atípicas, como uma calamidade, podem fazer com que determinada entidade seja priorizada, independente de seu lugar na fila.
Em 2005 foram repassados R$ 2.306.061,05 em equipamentos para órgãos públicos e R$ 2.309.477,67 em mercadorias para entidades beneficentes.
Já os leilões destinados a pessoas físicas ou jurídicas, segundo o delegado, são realizados quando as mercadorias, por algum motivo, não podem ser doadas para órgãos públicos e nem entidades ou quando a quantidade é excessiva, ocorrendo sobra mesmo após as doações. ''Este ano não houve necessidade de realizarmos leilões'', explica.
Há ainda os casos de mercadorias apreendidas que são destruídas, como cigarros, CDs piratas, brinquedos que sejam réplicas de arams de fogo, mercadorias deterioradas ou com prazo de validade vencido e mercadorias colocadas em leilão por duas vezes e não alienadas, esgotadas outras possibilidades legais de destinação. Só este ano foram destruídas mercadorias no valor de R$ 788.982,62.

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