O chefe substituto da Gerência de Benefícios por Incapacidade da Gerência Executiva do INSS de Londrina, Juarez Villar Pitz, diz que a Previdência está agindo da melhor forma possível na cidade. ''No caso destes três bancários, Sílvia está recebendo os benefícios de B-91, e Soraya tem acesso a eles desde 24 de setembro. Apenas não me lembro da situação do Manoel'', diz o médico.
Pitz explica como o INSS age em casos de segurados que alegam doenças do trabalho. Segundo ele, se é constatada realmente a lesão, o trabalhador recebe, a princípio, benefícios de B-31. ''Se a análise médica não oferece conclusões definitivas e permanecem dúvidas, o perito visita o ambiente de trabalho para checar se as condições do serviço realmente contribuíram para a doença, o que caracterizaria acidente. Se é estabelecido o nexo técnico, o segurado passa a receber o B-91'', afirma o médico.
Pitz diz que o INSS está analisando todos os casos com cuidado. ''Fazemos tudo procurando ser justos, sem cometer erros. E andamos recebendo muitas críticas'', reclama o médico. ''O que acontece é que o segurado não vai pra aposentadoria direto, há a necessidade de toda uma análise. Antes do diagnóstico de invalidez, fazemos um trabalho de reabilitação, para que a pessoa siga tendo um emprego, mas numa função diferente'', diz Pitz.
O médico lamenta que, em certos casos, algumas empresas não obedeçam as recomendações do INSS e insistam para que funcionários com LER sigam desempenhando as mesmas funções. ''Se o trabalhador volta ao serviço numa área de risco, é uma irregularidade. O funcionário deve ir à Procuradoria do INSS e ao Ministério do Trabalho para resolver sua situação'', finaliza.
A assessoria de imprensa do Itaú negou que o banco pressione funcionários com necessidades a voltar ao trabalho e que a instituição preza ''a integração destes (trabalhadores) em suas atividades normais, sem qualquer ação discriminatória, tanto nas questões de Sa© úde e Segurança do Trabalho, quanto nos aspectos de desempenho''.

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