Os promotores curitibanos Vani Antônio Bueno e Rosângela Gaspari iniciaram ontem as investigações para apurar as denúncias de prevaricação de policiais civis de Londrina. As diligências já haviam sido iniciadas pelo procurador do Estado Dartagnan Cadilhe Abilhoa, que ontem voltou a Curitiba. A promotora Rosângela veio em lugar do promotor Paulo Kessler, que por motivo de força maior não pode viajar. ‘‘Pelo que já apuramos, podemos afirmar que nos deparamos com erros graves que não deveriam ocorrer. Temos já comprovado que policiais civis, em muitos dos casos denunciados, deixaram realmente de fazer flagrante e, com isto, comprometeram a segurança da Cidade’’, afirmou o promotor Bueno.
As denúncias contra policiais civis de Londrina se baseiam em levantamento feito pelo promotor Sérgio Siqueira, que durante seu plantão no Fórum (de 22 a 29 de agosto) considerou baixo o número de flagrantes que vinham sendo realizados. A Polícia Civil teria deixado de autuar em flagrante diversas pessoas, inclusive reincidentes em roubos e abuso sexual contra menores.
Bueno e a promotora chegaram de Curitiba por volta das 10 horas e se reuniram em uma sala no Fórum com todos os promotores das Varas Criminais de Londrina. Saíram do local somente às 18h15, quando então apenas Vani Bueno falou à imprensa. Eles fazem parte da Promotoria de Investigações Criminais, que atua no controle externo das polícias Civil e Militar do Paraná
‘‘Viemos aqui por ordem do prucurador geral (Olímpio de Sá Souto Maior Neto), para ajudar nossos colegas e repassar experiência nesta área de corrupsão policial. Não vamos crucificar ninguém, apenas estamos cumprindo nossa função e obrigação de dar resposta à segurança dos cidadãos londrinenses’’, explicou Bueno, que chegou a ser ameaçado de morte por apurar corrupção na polícia de Curitiba.

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