O jornalista e escritor carioca, Carlos Eduardo Novaes, escreveu uma crônica há mais de 30 anos alertando sobre os perigos dos pousos e decolagens no mais movimentado aeroporto do País. Batizado de ''Aeroporto de Congonhas, uma, duas, várias vergonhas'', o autor opina que ''é realmente um milagre que no local não tenha havido um acidente de proporções supersônicas''.
Novaes lembra que ao ser inaugurado, em 1934, ''Congonhas era considerado um modelo de obra aeroviária'' e que ainda ficava fora de São Paulo. ''A cidade continuou sorrateiramente se aproximando, pegou as autoridades distraídas e de repente cercou o aeroporto.'' Ele frisa que o local estaria condenado, que o tamanho da pista não oferece segurança e que não há para onde expandir.
O texto foi encaminhado pela estudante londrinense Milena Berbert dos Santos, 8 anos. O livro de crônicas foi-lhe dado pela mãe e logo o texto sobre ''Congonhas'' chamou a atenção da menina. ''Tinha visto (reportagens) na TV e nos jornais'', citou, confessando que o acidente com o avião da TAM acabou com sua vontade de voar. ''Tinha muita vontade de viajar de avião mas agora acho que a vontade foi diminuindo'', disse.(Colaborou Luciano Augusto)

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