Um dos crimes mais comentados em Londrina também teve como justificativa razões passionais. Em 6 de agosto de 1989, Fernanda Estrusani foi encontrada morta em seu apartamento no centro da cidade. O Instituto Médico Legal (IML) contou 72 perfurações de faca no corpo da vítima. Os golpes teriam sido desferidos pelo ex-marido Marcos Panissa, que é considerado foragido da Justiça desde 1995.
O crime chocou a cidade e ainda hoje causa revolta o fato de que o autor confesso do assassinato continue em liberdade, mesmo após dois julgamentos. Quando o crime completou 16 anos a Folha conversou com o advogado de Panissa, Antônio Carlos de Andrade Vianna. Ele disse que seu cliente teria interesse em se apresentar para ser novamente julgado, desde que a Promotoria concordasse com a revogação do mandado de prisão que vigora desde junho de 1995. O Ministério Público se mostrou aberto a negociar, desde que ele apresentasse Panissa, em data marcada, perante o Tribunal do Juri. Por enquanto, Vianna não procurou a promotora Susana Feitosa de Lacerda.
Fernanda foi encontrada morta em seu prédio. Segundo testemunho de um porteiro, Panissa teria sido visto subindo até o apartamento da ex-mulher poucos minutos antes do crime. Dias depois, ele assumiu a autoria. O corpo da vítima foi exumado 12 dias após o sepultamento e o IML destacou que ela teria sido atacada 72 vezes com uma faca, arma esta que nunca foi encontrada.

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