Guia questiona empresa de ônibus
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domingo, 16 de fevereiro de 2003
Telma Elorza<br>Reportagem Local 
O presidente do Sindicato dos Guias Turísticos do Paraná, Newton Felício, acredita que a empresa Terra Dourada Transportes, cujo ônibus de excursão sofreu um acidente na madrugada de anteontem, não teria condições de oferecer segurança para os passageiros. ''Pelo que me consta, a empresa só possui carros antigos e sua garagem (localizada entre a Ceasa e Ibiporã) parece um depósito de carcaças. Nenhuma empresa de turismo séria utiliza esse tipo de carro'', afirmou.
De acordo com Felício, o sindicato está empenhado em acabar com o ''atravessador'', a pessoa que se auto-intitula guia sem possuir nenhum tipo de registro na Embratur e freta ônibus para excursões. Segundo ele, esse é o terceiro acidente registrado na região com ônibus de turismo ilegais, nos últimos seis meses. ''É preciso coibir esse tipo de coisa porque, daqui a pouco, vamos estar contando o número de mortos em acidentes com ônibus como já estamos contando os assassinatos'', advertiu.
Na questão dos atravessadores, Felício lembra que eles geralmente não seguem a normatização da Embratur, que exige ônibus vistoriados, dois motoristas para percursos acima de três horas de viagem com cursos de direção defensiva e primeiros socorros e um guia profissional. ''Normalmente eles contratam um motorista freelance que não conhece as condições do carro'', disse.
O sindicato encaminhou documentação aos deputados federais Luiz Carlos Hauly e Alex Canziani, à Codel (Companhia de Desenvolvimento de Londrina) e deve fazer o mesmo com o novo presidente da Paraná Turismo, solicitando apoio para trazer um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para Londrina. Segundo o guia, essa seria uma forma de efetivamente fiscalizar o setor já que todas as agências são obrigadas a encaminhar lista de passageiros de excursões à PRF. ''Todas as excursões precisam ter seguro obrigatório e as empresas pequenas não costumam fazê-lo'', afirmou. Para Felício, um posto da PRF é interesse da cidade porque também ajudaria no combate ao tráfico de drogas, roubo de carga e carros. ''Não há porquê Londrina não ter um já que é o acesso ao Paraguai, Argentina e Chile'', explicou.
A Folha tentou ouvir ontem a direção da empresa Terra Dourada, mas o proprietário não foi localizado.


