A guia de turismo Benedita Silva Moraes, que organizou a viagem de Londrina para Guaratuba, no Litoral, onde morreram cinco pessoas e 36 ficaram feridas em um acidente na BR-277, no feriado de 15 de novembro, continua fazendo excursões. A informação dada pela chefe do escritório regional da Paraná Turismo em Londrina, Márcia Bounassar, impressionou representantes de agências de turismo, empresas de fretamento de ônibus e lideranças do Núcleo Setorial de Turismo, da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), que se reuniram na noite de segunda-feira para discutir a segurança, fiscalização e a normatização do turismo em Londrina.
Na semana passada, de acordo com Márcia, a guia foi autuada por fiscais da Paraná Turismo. Até o fim desta semana, Benedita também deverá ser notificada pela Embratur por estar exercendo a profissão de guia sem o devido cadastramento no órgão. Ela terá um prazo de 15 dias para apresentar sua defesa. O coordenador técnico da Embratur no Paraná, Ion Gaertner Júnior, disse que ''é provável que ela seja multada em 500 Ufirs'' (aproximadamente R$ 500,00). A multa para quem fere a lei federal 8.623, que regulamenta a profissão, vai de R$ 1,00 a R$ 100 mil.
Na reunião do trade turístico, Márcia apresentou levantamento das agências de turismo cadastradas pela Embratur na região. Londrina lidera o ranking com 76 agências cadastradas, seguida por Maringá, com 66 empresas no setor. Segundo ela, de abril até novembro, foram feitas em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Militar (PM) mais de 50 blitze em ônibus de viagens.
Representantes do setor acham importante unir forças para regularização das operações turísticas. ''Às vezes, os passageiros pagam e não têm o benefício'', comentou Sheila Navega de Souza Prata, da Navegatur. ''Temos que exigir a estruturação dos órgãos fiscalizadores para que realmente possam cumprir sua função'', defendeu o presidente da Acil, Davi Dequêch Neto.
Para o agente José Manoel Pimenta, da Flytur, ''a normatização depende da pressão que o setor competente poderá fazer sobre os fiscalizadores''. Neste sentido, a categoria pretende redigir uma minuta para criação de legislação específica ao turismo e apresentá-la à Câmara de Vereadores. ''Poderemos utilizar a lei de Florianópolis (SC) e adaptá-la à nossa realidade'', sugeriu João Garcia, do Núcleo Setorial das Agências de Viagens e Turismo.

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