O vereador Célio Guergoletto (PMDB) solicitou ontem e será ouvido, na manhã de hoje, pelo promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti. O depoimento, que estava programado para a próxima semana, faz parte do inquérito aberto pela Promotoria para investigar o suposto envolvimento de cinco vereadores com as contratações irregulares de 212 funcionários pela Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), ocorridas no início deste ano.
Há a denúncia pública e indícios de que os vereadores - Carlos Kita (PTB), Jaci Aguiar (PDT), Jorge Scaff (PDT) e Orlando Bonilha (PDT), além de Guergoletto - teriam indicado parentes, amigos e cabos eleitorais para as contratações irregulares. Em alguns casos, o pagamento destes ‘‘funcionários fantasmas’’ teria ido para a conta bancária dos vereadores. Isso já foi admitido por um assessor de Bonilha - que depôs na última semana -, pastor José Maria Góes.
‘‘Solicitei ao promotor a antecipação da minha prestação de esclarecimentos porque estas denúncias, as investigações, o inquérito estão sendo muito ruins para a imagem da Câmara, para todos os 21 vereadores. O ideal é que o caso seja encerrado o mais rápido possível’’, explicou Guergoletto. Ele afirmou que, em nenhum momento, indicou qualquer pessoa para contratação pela Comurb. Este será o segundo depoimento de vereador ao promotor Bruno Galatti. Intimado a depor anteontem, Jaci Aguiar não compareceu à Promotoria e solicitou prestar esclarecimentos por escrito. O promotor indeferiu o pedido e intimará Aguiar para depor na próxima semana. O caso está sendo investigado também por uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) da própria Câmara, presidida por Flávio Vedoato (PTB).
O vereador informou ontem que solicitará a prorrogação do funcionamento da CEI por mais dois meses, a partir do dia 6. ‘‘Não conseguimos concluir ainda os nossos trabalhos, e estamos às vésperas do recesso da Câmara.’’ Ele disse que, caso as irregularidades envolvendo os vereadores sejam comprovadas, poderá haver a cassação de mandatos.

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