Curitiba - A Polícia Federal prendeu ontem 13 pessoas acusadas de contrabando, em Foz do Iguaçu. Entre elas há cinco guardas municipais, suspeitos de atuarem diretamente no contrabando ou de receberem propina para dar cobertura às atividades da quadrilha, inclusive utilizando os veículos da guarda para escoltar o transporte de mercadorias. Também foram cumpridos nove mandados de busca, com apreensão de cinco veículos, computadores e celulares.
As investigações desenrolaram-se por cerca de nove meses e começaram a ser feitas pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC), em cima das suspeitas de corrupção envolvendo os guardas. Quando se percebeu que se tratava de contrabando, a Polícia Federal entrou no trabalho. Inicialmente, imaginava-se que a entrada das mercadorias no Brasil era feita por meio de rapel, uma atividade comum até pouco tempo na Ponte da Amizade, dando-se o nome de Operação Rapel. Mais tarde descobriu-se que a quadrilha usava barcos no Rio Paraná.
Em uma nota, a Secretaria de Segurança Pública de Foz informou que os guardas foram afastados e um processo administrativo foi instaurado. De acordo com o secretário, coronel Renato Ribeiro Peres, caso se comprove a participação, eles serão demitidos.

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