Guardas municipais rejeitam subordinação
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quinta-feira, 14 de agosto de 1997
Foz do Iguaçu 
Comandantes e representantes das 218 guardas municipais do Brasil, que participam do 8º Encontro Nacional da corporação, em Foz do Iguaçu, criticaram ontem a proposta de que sua atuação seja supervisionada pela Polícia Militar.
Com isso, as guardas municipais se posicionam contra o item número 22 da Carta de Foz do Iguaçu, documento com as principais reivindicação da PM, divulgado anteontem na cidade, no final de encontro nacional de comandantes.
As guardas municipais devem ser, mediante convênios, supervisionadas pelas Polícias Militares para efeito de adestramento e controle, restringindo suas atuações à proteção do patrimônio municipal, afirma o texto.
Somos totalmente contra esse item. As guardas municipais têm que ter atuação independente, reagiu o presidente do Conselho Nacional das Guardas Municipais, Paulo César Amêndola. Defendemos um trabalho integrado com as PMs, mas não a subordinação.
Apesar de serem instituições civis, as guardas municipais adotam hierarquia e disciplina militares. Atualmente essas corporações reúnem 25 mil homens no País. O sálário dos agentes varia de R$ 200,00 a R$ 900,00.
O encontro reúne 500 pessoas e está sendo realizado no Hotel Rafain Palace. O evento termina no sábado. Os principais temas em debate são a padronização e a uniformização das guardas municipais e sua integração com outros organismos de segurança.


