Curitiba - Guardas municipais de Curitiba fizeram uma paralisação de 24 horas ontem para protestar contra a falta de segurança no trabalho, que levou à morte quatro guardas nos últimos cinco meses. Pela manhã, cerca de 500 pessoas participaram de uma manifestação da categoria, que começou com uma concentração em frente à Catedral, no Centro, e seguiu em passaeata até a Prefeitura de Curitiba.
Nos últimos cinco meses, quatro guardas municipais foram assassinados na cidade. O caso mais recente aconteceu dia 15 de novembro. Leocádio Swami de Mello e Silva, de 59 anos, foi morto enquanto trabalhava em uma escola do bairro Uberaba. Em Curitiba há quase 1,7 mil guardas municipais.
Segundo o diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc), Diogo Monteiro, uma pauta de reivindicações foi entregue para a prefeitura no dia 3 de novembro. Eles pedem abertura de concurso público para contratação de mais guardas, aumento do piso salarial de R$ 623 para R$ 1,3 mil, mudança nas escalas de trabalho e fornecimento de equipamentos, como armas de fogo e coletes à prova de balas.
Na reunião com o secretário de Recursos Humanos da prefeitura, Paulo Schimidt, foi fixada a data de 15 de fevereiro de 2010 como prazo final para representantes da categoria e do município decidirem como será o processo de melhoria salarial.
De acordo com a comunicação da prefeitura, o acordo do Pronasci, já assinado, contempla o aumento salarial dos guardas municipais até 2011. Para os demais itens, um calendário de negociação foi elaborado para serem avaliados individualmente em reuniões com a Secretaria de Defesa Social.
Durante a tarde, a categoria aprovou indicativo de greve para o dia 15 de fevereiro de 2010. Amanhã, uma nova reunião definirá os próximos atos dos agentes, como operação tartaruga e novas manifestações. Os guardas também decidiram que não farão mais horas extras. (Colobarou Marcela Rocha Mendes)

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