Guarda Escolar previne criminalidade
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segunda-feira, 09 de abril de 2007
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Cambé - A criminalidade nas escolas do Paraná está em evidência nas últimas semanas. Casos graves, como o da professora agredida com uma barra de ferro por um aluno e da diretora sequestrada por estudantes, se sucedem e assustam as comunidades da região. Mas também existem bons exemplos nas proximidades de Londrina. Um deles é a atuação da Guarda Escolar Comunitária, que contribui para manter a tranquilidade nas instituições públicas de ensino em Cambé.
Criada em 1989, a Guarda Escolar atua diretamente em cerca de 30 escolas da cidade. Um vigia contratado pela entidade é responsável pelo controle da portaria das instituições. A simples presença dele é um dos fatores que contribuem para que casos graves de violência fiquem longe dos muros escolares.
No Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (Caic) da cidade, que fica numa região cercada de bairros pobres, o trabalho da Guarda Escolar tem sido importante para evitar invasões, proteger os alunos e impedir brigas entre os estudantes.
''Não vou dizer que tudo aqui é perfeito. Mas pelo que presencio os professores e funcionários não têm medo de trabalhar aqui, não. Isso é resultado de um trabalho em parceria entre a direção da escola, a Guarda Escolar, a Patrulha Comunitária e o Conselho Tutelar'', avaliou a diretora geral Arísia Mendes Gonçalves.
Os vigilantes são contratados pelo Conselho Comunitário de Segurança, que é uma autarquia privada e tem convênio para receber R$ 640 mil mensais da prefeitura. O trabalho dos conselheiros é voluntário. A meta, de acordo com o secretário executivo Antonio de Alencar, é expandir a atuação para mais escolas.
''As escolas nos procuram para ter a guarda. Com o que recebemos, conseguimos manter o atendimento no padrão atual. Porém, com o desenrolar da violência, passamos a proteger também o patrimônio público. Os vigias ficam até nos finais de semana nas escolas'', comentou Alencar.
Ele ressalta que a simples presença do vigia já é suficiente para coibir atos de vandalismo. A função deles, acrescenta o secretário executivo, é preventiva, mas quando é necessário a Patrulha Escolar e o Conselho Tutelar são acionados para resolver os casos mais graves.


