Guarda coibe atos 'imorais' em parques
Albari RosaEm observaçãoÁlvaro Novack e Gislene Lino namoram no Parque Tanguá, enquanto o guarda municipal Gilson Moreira passa pelo localGuarda coibe atos imorais em parques
Avaliação de quais atitudes estão fora dos padrões de comportamento é que pode gerar situações constrangedoras
Giovani Ferreira
Os casais que forem passar o Dia dos Namorados em alguns dos diversos parques de Curitiba, precisam tomar mais cuidado com a Guarda Municipal, que está atenta para coibir qualquer tipo de comportamento considerado agressivo e imoral. O problema está em avaliar - tanto por parte das pessoas como dos agentes da Guarda Municipal - a partir de onde uma atitude pode estar fora dos padrões normais de bom comportamento.
Na semana passada a Guarda Municipal criou um caso no Bosque do Papa, onde um casal que passeava com a filha, acabou sendo acusado de atentado ao pudor. Um agente de segurança tentou impedir que a mulher ficasse sentada no colo do marido, entendendo que esse não poderia ser um comportamento adotado em ambientes públicos.
Por um lado a Secretaria Municipal de Administração, responsável pela coordenação da Guarda, entende que a liberdade monitorada é necessária para manter a ordem. Por outro, existe a preocupação dos agentes em não ferir a liberdade das pessoas. A primeira avalaiação sobre as atitudes que possam estar sendo praticadas de forma imoral, são feitas pelos próprios agentes da Guarda. Algum assunto mais polêmico, como a reação contrária das pessoas sobre determinada orientação dos agentes, vai parar na direção do serviço .
Entre os critérios adotados para coibir comportamentos inadequados, a Guarda utiliza a regra de preservação do patrimônio público, sua função específica. Na sequência aparece a preocupação com a atitude pessoal, que tem como fundamento evitar apromoção de baderna no interior dos parques, disse o secretário.
Reiman deixa claro que ninguém está impedido de visitar, namorar ou passear nos logradouros públicos da cidade. É apenas preciso esclarecer que a liberdade de uma pessoa vai até onde começa a das outras. Os usuários dos parques devem respeitar não somente a natureza, mas também os demais visitantes, disse.
O secretário reconhece que muitas vezes a Guarda Municipal pode tomar atitudes revestidas de um certo conservadorismo, irritando algumas pessoas. Para ele o conservadorismo é valido, desde que seja aplicado de uma forma sadia.
Segurança - Com 1.350 homens,a Guarda Municipal possui hoje um efetivo considerado reduzido para o tamanho da cidade. Segundo o secretário Reiman, para cuidar de todo o patrimônio público de Curitiba, o ideal seria um quadro de aproximadamente três mil homens. Uma das atuações mais efetivas do órgão está nas 129 escolas municipais, cuja segurança é responsabilidade da Guarda, bem como os parque e bosques, com exceção do Parque Barigui, que é cuidado pela Polícia Florestal.
Com relação a violência praticada nos parques, como agressões, assaltos e até estupros, a Guarda tem dificuldade de ação, primeiro porque o efetivo é pequeno e depois pela própria natureza do serviço. Além de não estarem preparados para agir como polícia, os agentes não são reconhecidos pela população como integrantes de uma instituição de segurança.
ááO casal de namorados Álvaro Novack e Gislene Lino, que elegeu os parques como um bom lugar para curtir o amor, entende que a segurança nesses locais é fundamental. Tendo o Parque Tanguá como um de seus preferidos, o casal acredita a fiscalização feita pela Guarda Municipal, é necessária para evitar comportamentos que possam comprometer o lazer dos frequentadores. Álvaro diz que os parques são lugares ideais não somente para namorar, como também para combater o stress e conviver de perto da natureza.





