O prefeito de Guarapuava, Vitor Hugo Burko (PSDB), esteve reunido ontem de manhã com diversas entidades representativas, onde anunciou oficialmente a ocupação da Fazenda Guará-Frutas, no Distrito de Guará, por cerca de 45 famílias de ex-funcionários de fazendas de maçã da região. A área foi desapropriada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) dia 18 e é projeto-piloto para pôr em prática um projeto de reforma agrária municipalizado.
Segundo Burko, o projeto é uma proposta inovadora para o desenvolvimento econômico e social da população rural. ‘‘Isso vai impedir que integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de outras regiões venham para Guarapuava, pois aqui a reforma agrária estará sendo efetivada’’, disse.
Pelo projeto da prefeitura, a municipalização servirá de exemplo para o País. Foram cadastradas famílias especificamente para cada uma das duas áreas da Fazenda Guará-Fruta. A primeira área, localizada às margens da BR-277, possui 563 hectares e é dotada de infra-estutura com 22 casas, dois barracões, três tanques de peixes e granja com capacidade para mil suínos. Ela abriga 25 famílias nesta primeira fase. A segunda área, a antiga Fazenda Europa, está situada na localidade de Monte Alvão, também no distrito do Guará, e possui área de 496 hectares. Ela está ocupada por 20 famílias, sendo dotada de quatro casas e dois barracões.
Para o supervisor de projetos do Incra, Aldair Donizete Palhares, que estava em Guarapuava para cadastrar e avaliar a forma como as famílias estão assentadas, o sucesso do projeto é uma incógnita, pois não sabe como o MST vai reagir. ‘‘O Incra está vendo a parceria com bons olhos porque através da parceria poderemos fazer novos assentamentos’’, disse.

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