Guarapuava tem projeto para municipalizar trânsito
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 27 de junho de 2001
Luiz Carlos Dias Junior Especial para a Folha De Guarapuava 
O prefeito de Guarapuava, Vitor Hugo Burko (PSDB) está enviando à Câmara de Vereadores um projeto de lei que municipaliza o trânsito. O prefeito quer que todas as questões relacionadas ao assunto sejam administradas pelo próprio município e para isso, pretende intensificar a atuação do Conselho Municipal e criar um fundo específico para o setor.
Segundo Burko, as ações ligadas ao trânsito no município passariam a ser coordenadas pelo Conselho, que teria o respaldo financeiro do Fundo Municipal e seria acompanhada por uma junta de conciliação, formada por representantes da comunidade, entidades e da prefeitura. A junta irá atender aqueles que acharem ter sido autuados de maneira irregular.
Na verdade, o trânsito já é do município; nós firmamos convênios com a Polícia Militar e o Detran para operacionalizar o sistema, argumenta. Para o prefeito, é hora de se caminhar com os próprios pés. Para isso, serão montados e treinados grupos de agentes que fiscalizarão e controlarão o trânsito.
Do total arrecadado em multas e outras ações dos órgãos responsáveis pelo gerenciamento do trânsito em Guarapuava perto de R$ 60 mil/mês cerca de 10% (R$ 6 mil) retornam para o município. A idéia é usar o dinheiro na modernização do sistema viário e do tráfego da cidade.
Uma das propostas é implantar um sistema de fiscalização eletrônica com semáforos sincronizados e equipamentos de controle e identificação de irregularidades, como abuso de velocidade, furo de sinais e manobras perigosas. Tudo seria definido pelo Conselho Municipal de Trânsito. Isso dará um ar de modernidade e irá melhorar as condições de segurança da cidade, comenta o secretário de Planejamento, Francisco Essert. De acordo com Essert, independente da municipalização, serão mantidos convênios com o Detran, Polícia Militar, DER, DNER.
A discussão sobre a municipalização do trânsito em Guarapuava marcou o início oficial do projeto Planejamento Comunitário, que aproxima a população das decisões administrativas e técnicas da prefeitura. Burko ressalta que não se trata do orçamento participativo. O orçamento se preocupa somente com a aplicação de recursos. No planejamento, cabe a toda a sociedade a discussão dos problemas e a solução não se refere, necessariamente, a aplicação de recursos, completa.


