O juiz José Orlando Cerqueira, diretor do fórum de Guarapuava, está reivindicando ao Tribunal de Justiça do Estado a criação de novas varas para a comarca. Segundo Cerqueira, o crescimento da cidade justificaria a medida, já que a última vara cível foi criada há mais de 20 anos, além da vara de família e a última criminal terem sido criadas há mais de 10 anos. ‘‘A comarca de Guarapuava, de entrância intermediária possui uma média de número de processos superior a muitas comarcas de entrância final’’, disse.
A média de todos os feitos cíveis, computando-se as varas e juizado especial cível de Guarapuava, para cada juiz, no ano passado, foi de 2.150 procedimentos, enquanto que na final em Londrina, a 1ª Vara Cível teve 1.679. Em Foz do Iguaçu, a média de feitos por juiz cível foi de 1.783. Em Curitiba, onde estão trabalhando dois juízes em cada uma, o número da última distribuição da 1ª Vara Cível foi de 1.474. Já em Cascavel foram distribuídos, em média, para cada vara cível, 1.281 processos, e em Ponta Grossa, na 1ª Vara Cível, foram distribuídos no ano passado, 1.216 procedimentos. O juiz afirma que o mesmo ocorre com as varas de família.
Nas Varas Criminais, que são as mais tranquilas da comarca, o número de trabalhos por juiz, incluindo o juizado especial, foi de 1.338. Em Londrina, a 2ª Vara Criminal teve 1.097 procedimentos; em Foz do Iguaçu, 1.259; Cascavel 1.189; Ponta Grossa, 878 e Curitiba, 491. A situação, segundo o diretor do Fórum de Guarapuava, também é delicada quanto ao juiz-substituto que atende, além das seis varas existentes, as comarcas de Cantagalo, Pinhão, Pitanga, Manoel Ribas e Palmital.
‘‘Tivemos o conhecimento de que nossas reivindicações começaram a ser atendidas, podendo constar no projeto da Nova Lei de Divisão e Organização Judiciária’’, afirmou Cerqueira. Segundo o diretor do fórum, ‘‘se não for possível a criação de novas varas, que ao menos sejam criadas outras seções judiciárias, possibilitando a presença de mais juízes substitutos’’.

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