A Prefeitura de Guarapuava vem realizando uma série de melhorias no aterro controlado, local para onde é levado todo o lixo da cidade. A mais recente foi a aplicação de um produto químico, com a finalidade de erradicar eventuais focos de doenças.
Há cerca de dez anos, aproximadamente 40 famílias invadiram o local e vinham trabalhando sob péssimas condições. Crianças, adultos e idosos mantinham contato direto com o lixo sem nenhuma proteção. Daí a preocupação do município em retirá-las do local.
Segundo o diretor Técnico da Companhia de Serviços de Urbanização de Guarapuava -Surg - e secretário municipal de Viação, Obras e Serviços Urbanos, César Ramão Sanchez, a prefeitura ‘‘tomou decisões cuidadosas na remoção das famílias para que elas não fiquem à mercê da sorte’’.
Um exemplo é a Associação dos Catadores de Papel de Guarapuava. Com estrutura viabilizada pela prefeitura, o projeto tem a adesão de mais de 200 famílias.
‘‘Estamos conseguindo, mês a mês, aumentar o rendimento familiar’’, declara Maria Trindade Moreira, presidente da Associação. ‘‘Antes nós também tínhamos o apoio da prefeitura, mas agora recebemos a ajuda que faltava, o barracão e as máquinas. Há catadores que recebem até R$ 400,00 por mês’’, diz.
De acordo com o técnico da Surg, José Renato Zanona, em abril foram recolhidas 66 toneladas de material reciclável. O material coletado nas residências é destinado a uma central de coleta seletiva onde é classificado, prensado e destinado às empresas.
‘‘Hoje classificamos 18 produtos, e comercializamos em Guarapuava e até em Santa Catarina’’, diz.

mockup