Guarapuava ainda utiliza 'lixão'
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de setembro de 2001
Claudia Carneiro<BR>Especial para a Folha 
O depósito de lixo a céu aberto é problema há décadas em Guarapuava. Depois de uma novela que se arrasta desde 1998, na semana passada engenheiros da Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa) informaram que a licitação para a obra do novo aterro sanitário já foi encaminhada. O processo deve demorar 45 dias. Dois engenheiros visitaram a área desapropriada pela prefeitura, na última segunda-feira.
O município está com tudo pronto desde 1999. Mas, nos últimos meses, somente com o envolvimento do Ministério Público é que o trâmite foi agilizado. A história começou quando a administração municipal assinou convênio com a Caixa Econômica Federal em julho de 1998, ao lado de outros cinco municípios paranaenses, para obter recursos que ultrapassam R$ 300 mil a fundo perdido.
Na sequência, o Estado firmou convênio com a CEF para a construção desses aterros. O município adquiriu área de 72.258 metros quadrados, anexa à área de 211.258 metros quadrados onde está o 'lixão', retirou as famílias que viviam na região, cercou o local, colocou guarita com guardião e vai dar uma contrapartida de 25%, o equivalente a R$ 90.784,69, sobre o valor da obra - R$ 363.138,78 - mais um aditivo de R$ 13,6 mil. Paralelamente, a Suderhsa contratou a empresa Laraplan, de Cascavel, para a execução do projeto.
Em maio, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) autou e multou em R$ 20 mil o município. ''Uma multa sem fundamento, já que desde 98 o município delegou o problema a uma superintendência estadual'', afirmou o secretário de Obras, César Sanchez. O Ministério Público deu prazo de 60 dias a partir de maio último para a conclusão do projeto e início da obra. O prazo já está expirado.


