Guarapuava: 65 proprietários
querem montar fazendas de caça
Até o fim do ano, pelo três fazendas de caça deverão estar funcionando em Guarapuava. A intenção da prefeitura é realizar nestes locais o primeiro campeonato nacional do esporte. ‘‘Com a lei estadual, outras fazendas poderão ser instaladas no município’’, afirma o secretário do Meio Ambiente, Mauro Batistella. Em agosto do ano passado, a Prefeitura de Guarapuava criou um decreto permitindo a criação de fazendas de caça e também de criatórios de animais silvestres e exóticos.
Batistella considera que a implantação destas atividades é positiva, por ser financeiramente favorável para o município. ‘‘Nos Estados Unidos, esportes de caça e pesca faturam anualmente US$ 51 bilhões’’, complementa o delegado do Ibama, Luiz Antônio Nunes de Mello.
O secretário de Guarapuava informa que junto com os parques serão montadas infraestruturas de hospedagem e de manejo dos animais. Até o começo deste mês, outros 62 pedidos para a instalação de fazendas foram protocolados na prefeitura. Além disso, foram solicitados a implantação de 17 criatórios.
Na avaliação do secretário, a implantação de parques de caça vai estimular que a população cuide melhor dos animais silvetres. ‘‘A capivara e a queixada que antes não tinham valor comercial, passam a ser vistas com outros olhos pelo produtor, que terá nos animais a oportunidade de ganhar dinheiro’’, diz. Mas Fernando Botelho, da Liga Ambiental do Paraná, que mora em Guarapuava, não acredita que a população apoie esta medida. ‘‘Se fizer uma enquete, a reação será negativa’’, afirma.
Mauro Bastitella entende diferente, em função da facilidade de se implantar este tipo de atividade no município. A cidade tem 33% do território vegetal. ‘‘E a prefeitura está fornecendo as matrizes para os produtores, que queiram a criar animais silvestres’’, diz. Serão criados catetos, capivaras, porcos-espinhos e aves.

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