Guaíra sofre com o crime
organizado na fronteira
Em Guaíra, município que fica na divisa do Paraná com o Mato Grosso do Sul e na fronteira com o Paraguai, o homicídio e o furto são as infrações registradas pela Polícia Civil. ‘‘O homicídio é o que mais nos preocupa e assusta’’, afirmou ontem o delegado Marcolino Aparecido da Costa. Apesar das características de cidade turística, Guaíra vive essencialmente da agropecuária. Segundo o secretário de Turismo do município, Pedro Venâncio da Silva, a criminalidade é um reflexo do crime organizado na Bolívia e no Paraguai. ‘‘Aqui é rota de contrabando de drogas da Bolívia e de carros roubados que são levados para o Paraguai’’, afirmou ele.
Com 28.934 habitantes, Guaíra tem 54 mil hectares de terras usadas para a agricultura. ‘‘Somos uma cidade rica. Estamos enfrentando alguns problemas, mas que podem ser solucionados com o tempo’’, argumentou. Venâncio da Silva não acredita que a criminalidade em Guaíra seja uma das maiores do País, mesmo com a rota do tráfico de drogas.
Desde 1º de janeiro deste ano até ontem, a polícia registrou 27 mortes violentas em Guaíra. Sete delas foram homicídios culposos, nove homicídios dolosos, cinco suicídios, dois afogamentos, uma morte por acidente de trabalho, outras duas em confronto com a polícia e uma última por falta de assistência médica. Dos homicídios dolosos, quatro ainda não foram elucidados. Em dois casos as vítimas eram usuárias de drogas, uma era ex-presidiário e outra não chegou a ser identificada.
(L.P.)

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