Guaíra - O Ministério Público de Guaíra (114 km a sudoeste de Umuarama) reúne hoje técnicos e ambientalistas para discutir o plano de controle de mosquitos na cidade. Banhada pelo Lago de Itaipu, Guaíra sofre com a infestação de mosquitos no verão. O Ministério Público quer definir um plano de controle de mosquitos permanente, eficiente sem poluir o meio ambiente ou alterar o equilíbrio ecológico na região.
Segundo a promotora Suzana Blóglia de Feitosa, a reunião se hoje servirá para apresentação de um estudo sobre as espécies existentes. O levantamento seria realizado pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) com ajuda da Itaipu Binacional e o serviço municipal de Vigilância Sanitária.
O encontro será a partir das 14h30 no Fórum. De acordo com a promotora Suzana Bróglia de Feitosa, se o levantamento estiver concluído, as informações serão repassadas para o professor da Universidade Estadual de Londrina, José Lopes, especialista em insetos. Caberá ao professor indicar quais as melhores formas de controle. Segundo a promotora, uma infestação de culex, o popular pernilongo, infernizou a vida dos moradores de Guaíra no segundo semestre do ano passado.
O pernilongo incomoda, mas não transmite doenças. Por isso, a Funasa não recomenda a pulverização. Segundo os técnicos, o uso de veneno resolve o problema apenas por um certo tempo e pode desenvolver resistência em outros mosquitos perigosos, como os que transmitem a dengue e a febre amarela.
A proximidade do Rio Paraná e do Lago de Itaipu não é a única causa do excesso de mosquitos na cidade. Segundo o Ministério Público, a falta de matas ciliares e lagoas de tratamento das indústrias também contribuem para a proliferação de isentos. O MP também vai exigir solução para esses problemas.

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