GTI reúne governo e comunidade
O GTI começou a funcionar em outubro do ano passado. Ele possui um regimento interno e conta com as secretarias estaduais do Meio Ambiente, através do IAP; da Cultura, através da Coordenadoria do Patrimônio Cultural; e do Esporte e Turismo, através da Paraná Turismo, como órgãos deliberativos. Formam o grupo, ainda, o Gabinete do Governador, o Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena e Microempresa (Sebrae), a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), a Universidade Estadual de Maringá e a Ecoparaná.
Órgãos federais, estaduais e municipais da Agricultura, Cultura, Meio Ambiente, Polícia Florestal, Turismo e entidades de classe relacionadas ao setor turístico participam como consultores.
O grupo também pode criar câmaras setoriais para promover estudos técnicos de uso dos atrativos naturais. A primeira delas já está funcionando e atua no segmento de capacitação profissional, considerado um dos maiores problemas do setor.
Há três anos, o Paraná possuía três cursos superiores de Turismo. Atualmente são 22. O setor está sendo descoberto e crescendo de forma acelerada, mas sem pessoal habilitado em todos os níveis. O turismo em áreas naturais é um segmento novo, que exige capacitação específica tanto para os guias turísticos, como para gerenciar a infra-estrutura e os serviços, entre outros, explica Anive. Vamos verificar onde estão os recursos, quais os cursos necessários, quem é a clientela e quais instituições farão a capacitação e formação profissional.
A técnica do Instituto Ambiental do Paraná, Maria Angela Dalcomune, que também participa do GTI, acredita que o grupo vai oferecer um norte para os empreendimentos turísticos. O Paraná está saindo na frente, buscando direcionar e regulamentar o turismo em áreas naturais, acrescenta.
Para Evandro Pinheiro, também representante do IAP no GTI, a lei existe, o que falta é traçar o rumo. E é isso que o grupo busca. Pinheiro lembra que esta é uma ação que demanda paciência e espírito democrático, para que se chegue realmente a uma coesão entre todos os segmentos envolvidos. O importante é que o grupo é aberto e, assim, todos podem participar.





