A primeira reunião do Comitê de Políticas de Gestão de Resíduos Sólidos de Londrina resultou na criação de três grupos técnicos que irão buscar medidas que solucionem o problema da destinação do lixo doméstico e industrial, hospitalar e da construção civil. A reunião teve a participação de representantes de todos os segmentos envolvidos.
Segundo a secretária executiva do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma), Maria Zanatta, a tarefa dos três grupos, cada um responsável por um tipo de resíduo, é levantar as quantidades produzidas por cada setor e a atual destinação desse material. ''Com essas informações organizadas, teremos condições de dar o tratamento correto para cada tipo de resíduo e também subsídios para a implantação de uma legislação municipal que regule o setor'', diz.
Ela observa que a Agenda 21, que estabeleceu várias diretrizes para melhoria do meio ambiente, prevê para a questão dos resíduos sólidos 29 propostas, sendo que a criação de comitê é uma das primeiras dessa lista.
O presidente da CMTU, Wilson Maria Sella, observou que cada segmento terá de se aprofundar na legislação específica para cada tipo de resíduo e sistematizar essas informações para servir de base para a legislação municipal. ''A legislação existente hoje no município é muito genérica, queremos com o trabalho do comitê criar uma lei mais rigorosa e eficiente'', comenta.
Atualmente, Londrina tem uma produção de 10 mil toneladas de resíduo doméstico por mês. Na construção civil, não existe um levantamento mais sistemático, mas estima-se que sejam produzidos 30 mil toneladas/mês. Sella observou que a destinação é quase sempre incorreta. ''Muito desse material acaba indo para os fundos de vale'', afirma. Ele diz que o comitê vai estudar inclusive a viabilidade de se reativar a usina de reciclagem de entulhos.
A produção de lixo industrial, que, segundo Sella, é um dos mais preocupantes por causa do risco de contaminação que representam, não tem levantamento do volume produzido em Londrina. O lixo hospitalar, que tem uma produção de 1,5 mil toneladas/mês também não tem a destinação correta. Segundo Sella, hoje todo o material produzido em hospitais, clínicas, laboratórios, clínicas veterinárias, odontológicas e outras vão para o aterro, onde são jogados em valas e cobertos com cal e terra.

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