Grupos são de nervosos e tranquilos
Entre os alunos, o nervosismo é sentido nas conversas. Quem estudou pouco durante o ano, tenta agora recuperar o tempo perdido. No entanto, quem estudou sente-se preparado, mas, mesmo assim, reclama da pressão pré-vestibular. ‘‘Se não estudar, fico com a consciência pesada. Mas eu estou um pouco nervosa’’, conta Larissa De Bortolo, 18 anos.
Larissa vai fazer vestibular pelo segundo ano consecutivo para um dos cursos mais concorridos da UFPR – o de Direito, disputado por 27 candidatos para cada vaga. Ela diz que a cobrança vem não apenas dos pais, mas também dela mesma, que não quer fazer mais um ano de cursinho.
Marcel Barbosa Falleiros, 18 anos, também tenta pela segunda vez o curso de Veterinária e está cursando o semi-extensivo do III Milênio. ‘‘Ano passado eu não estudava e tinha certeza de que não ia passar. Este ano estou estudando na medida do possível e até a minha mãe já disse que este é o último ano que ela vai pagar cursinho para mim’’, diz.
Situações completamente diferentes vivem os estudantes Talita Mendes Kuss, 18 anos, que faz vestibular para Odontologia pela primeira vez, e Guilherme Augusto de Miranda, também 18 anos, que está em seu segundo vestibular de Engenharia Elétrica na UFPR e Eletrônica no Centro Federal e Tecnológico (Cefet).
Enquanto Talita teve uma crise de depressão e estresse, causada pelo excesso de estudo, Guilherme diz que não consegue ficar nervoso. ‘‘Quando estou cansado de estudar saio com os amigos, vou jogar bola, mas estou tranquilo’’, diz. Já Talita, que no ano passado era cobrada pelos pais para estudar, hoje frequenta o cursinho de manhã e à noite e, algumas vezes, ainda vai à tarde. ‘‘Agora eu estou mais calma. Acho que foi até bom eu ter tido aquela crise há um mês porque amenizou a situação e agora não corro perigo de ter outra crise na hora do vestibular’’, fala, lembrando que os pais cobram para que ela não estude tanto e saia mais para descontrair.
Com apenas 16 anos, Débora Beatriz Viana parece bastante equilibrada para enfrentar a dureza de um vestibular, apesar de ter se matriculado para o curso de Direito, muito concorrido. ‘‘A gente tem que saber separar as coisas, nem se matar de estudar, nem ficar só brincando’’, conta ela. Débora diz que estuda o necessário, mas também está saindo com os amigos. (MG)

mockup