Odair StraliottiExpectativaPoliciais e jornalistas aguardam informações na entrada da fazenda: ‘‘Não houve pedido de resgate’’ As polícias Civil e Militar foram afastadas ontem das investigações do sequestro do pecuarista Paulo Akira Kishino, 68 anos, que desapareceu às 18 horas de quarta-feira, quando saía de sua casa, na Fazenda Boa Esperança, em Rio Bom (45 km ao sul de Apucarana) para fazer uma caminhada.
Uma equipe do Grupo Tigre (Tático Integrado do Grupo de Repressão Especial) liderada pelo delegado-chefe Hitiro Hishitani, que chegou anteontem à fazenda, mantém as investigações, evitando contatos com a imprensa. A família tinha pedido que todos os organismos policiais se afastassem das investigações para preservar a integridade do refém. Já o Grupo Tigre pediu ontem aos jornalistas que não fizessem muito alarde sobre o caso.
Uma equipe da 17ªSubdivisão Policial de Apucarana, comandada pelo delegado-adjunto Roberval Butaccini, deixou a fazenda da família Kishino, a uma hora da madrugada de ontem. Também deixaram a investigação policiais da P2, lotados no 10º Batalhão da Polícia Militar e o delegado de Rio Bom, Wiverson Ferreira.
Hishitani conversou com jornalistas que faziam plantão na entrada da fazenda na madrugada de ontem. Ele confirmou o pedido formulado pelo veterinário Eraldo Kishino, filho do refém. Segundo ele, a exigência não partiu dos sequestradores, ‘‘foi uma iniciativa da família, que está muito apreensiva com a situação’’.
A imprensa permanecia ontem de plantão em frente à entrada principal da Fazenda Boa Esperança. Ontem, ao contrário de quinta-feira, o clima era tranquilo no local.
Oficialmente, a família só teria recebido um único telefonema, seis horas depois do desaparecimento do fazendeiro. Neste telefonema, os sequestradores disseram apenas que estavam com Kishino. ‘‘Não houve qualquer tipo de orientação e nem pedido de resgate’’, disse Hishitani.
O sequestro mudou de forma radical a rotina da cidade de Rio Bom nos últimos dois dias e principalmente no distrito de Santo Antônio do Palmital, a apenas 500 metros da propriedade da Família. Kishino é pioneiro da cidade, onde vive com a família há quase 40 anos. Até o início da noite de ontem, não havia qualquer novidade em relação à negociação com os sequestradores ou a libertação do pecuarista.

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