Grupos anti-tabagismo já acolheram 600 fumantes em Londrina
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quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Redação FolhaWeb com N.Com 
Muitos fumantes têm deixado o vício com o apoios dos grupos anti-tabagismo organizados pela Secretaria de Saúde de Londrina. Só no ano passado, cerca de 600 pessoas procuraram ajuda para parar de fumar por meio do Programa de Controle do Tabagismo.
Segundo a coordenadora do projeto Adriana Henriques Ribeiro Menezes, o passo mais importante para iniciar o tratamento é se conscientizar dos males que a nicotina pode causar e decidir parar de usar a substância.
Com o Centro de Referência na Policlínica, os grupos de tabagismo são realizados em mais 12 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e no Hsopital de Clínicas (HC).
Adriana explicou que o interessado em deixar o vício pode procurar a UBS mais próxima de sua residência para encaminhamento. O primeiro atendimento é individual e em seguida o fumante é encaminhado para quatro sessões em grupo. A pessoa pode ainda continuar a frequentar as reuniões de manutenção uma vez por mês, durante cerca de um ano.
"Nestas reuniões, são trabalhados os três campos de dependência do cigarro: química, psicológica e comportamental. Além do corpo depender da nicotina, a pessoa se sente presa psicologicamente ao vício, e também precisa deixar o hábito de fumar", explicou a coordenadora.
Além das reuniões de aconselhamento, o programa também oferece material educativo e, em casos extremos, medicação de reposição de nicotina e antidepressivos, sob orientação dos profissionais responsáveis.
Terapia Comunitária
Em média, 30 a 40% dos fumantes que participam do programa param de fumar. "Temos realizado uma experiência importante. Ao juntar a metodologia dos grupos de tabagismo aos métodos utilizados pela terapia comunitária, estamos conseguindo níveis de abandono de vício de 50 a 60%", comemorou Adriana.
"A Terapia Comunitária trabalha os sentimentos das pessoas. E o fumante tem dificuldade em conviver com os sentimentos de culpa por fumar e o prazer que tem com o vício. O terapeuta comunitário é preparado para identificar isso e oferecer meios para superar essa dificuldade", definiu.


